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Como comprar games no exterior?

Antes de dar a dica, deixa eu esclarecer alguns pontos…

  • Apesar dos passos abaixo se concentrarem apenas na loja britânica shopto.net, os mesmos podem ser utilizados em qualquer outra loja no exterior que envia produtos para o Brasil (todas as lojas possuem um link informando sobre países atendidos). A escolha pela ShopTo é meramente pessoal, pois é a loja em que mais faço pedidos;
  • Apesar de me concentrar apenas na compra de games, saiba que as dicas podem ser úteis para qualquer tipo de produto, mas se estiver pensando em importar dvd’s e blu-ray’s, não deixe de ler o guia de compras do Blog do Jotacê;
  • Não estou incentivando em hipotése alguma a sonegação de impostos. Apesar de achar os impostos nacionais absurdamente altos e defender o JogoJusto no Brasil, essa não é a intenção do artigo. Ao efetuar uma compra internacional saiba que você também estará sujeito a cobrança de todos os impostos de importação. A diferença é que você pode ou não ser taxado em suas compras (isso depende de uma série de fatores, como a localização da agência dos correios mais próxima da sua casa, o período do ano em que a compra foi efetuada, a situação econômica do país, o estado brasileiro em que sua encomenda desembarcou e até mesmo o humor do funcionário da receita que despachou o seu pedido… não há uma regra, simplesmente pode ou não acontecer), mas saiba que mesmo sendo taxado é bem provável que o custo final ainda assim deve ser bem menor do que se tivesse comprado por aqui, infelizmente;
  • Por fim, esse artigo supre a necessidade de explicar aos amigos interessados em comprar games no exterior, os atalhos e formas de conseguir fazer o mesmo. Muitos que me perguntam sobre como comprar no exterior, possuem as mesmas dúvidas (É seguro? Preciso de cartão internacional? Chega mesmo? E os impostos? etc…), achei melhor reunir essas informações em um único lugar facilitando assim a vida de todos.

Agora sim, vamos ao passo-a-passo.

Em primeiro lugar, respondendo a pergunta mais óbvia de todas, sim, será preciso um cartão de crédito internacional para efetuar suas compras internacionais. Parece estranho ter de responder isso, mas acreditem, há quem pergunte.

Em segundo lugar, caso não tenha ainda, recomendo efetuar um cadastro no PayPal e cadastrar todos os seus cartões que possivelmente você usaria em suas compras. Boa parte das lojas gringas (ShopTo é uma delas) aceitam como forma de pagamento o PayPal, dessa forma você evita cadastrar seu cartão em N lojas pelo mundo e ainda por cima, aumenta um nível de segurança para suas compras. Em tempo, ao cadastrar seus cartões no PayPal não esqueça de “confirmar/verificar” os mesmos no site. Isso é uma exigência de segurança para algumas lojas, aceitando apenas contas do PayPal cujos cartões foram verificados, além de ser também um sistema de segurança do próprio PayPal para garantir que o cartão cadastrado pertence realmente a pessoa que o cadastrou.

Eu particularmente só compro em lojas que aceitam PayPal. Não que eu não confie nas lojas gringas, muito pelo contrário, mas não custa nada nos precavermos de qualquer problema que possa ocorrer, ainda mais quando falamos de dinheiro e uma coisa tão pessoal como o cartão de crédito.

Ok, de posse de uma conta no PayPal vamos as compras…

Ao acessar o link da shopto.net, você deverá ver uma tela como a exibida abaixo:

ShopTo.net - Paraíso dos games no exterior

Logo de cara, recomendo alterar o valor de Euros para Libras Esterlinas (bandeirinhas abaixo do campo de login) por dois motivos. Primeiro porque a conversão em Reais é mais barata e você vai me agradecer por isso e segundo porque o PayPal não se dá muito bem com Euros, ao menos na minha conta, sempre dá algum tipo de erro.

Feito isso, a compra é feita exatamente da mesma forma que qualquer compra realizada em sites nacionais… Se tem cadastro, faça login, se não tem, crie um (utilize o mesmo endereço que cadastrou no PayPal). Escolha seus jogos e/ou acessórios, vá para o carrinho e finalize a compra. A imagem abaixo mostra o passo-a-passo desse parágrafo.

ShopTo.net - Passo-a-passo para comprar

Atenção para o frete! Atualmente o ShopTo oferece 2 tipos. £2,50 que não possui código de rastreamento e £7,08 que possui. Mesmo sendo bem mais caro, opte pelo envio com código de rastreamento, pois assim em caso de extravio ficará mais fácil reclamar e ter o seu pedido atendido. O ShopTo é uma empresa confiável, mas a partir do momento que o produto é enviado ele passa na mão de diversas empresas até chegar na sua casa e no meio do caminho ele pode simplesmente “sumir”. Comigo nunca aconteceu, mas conheço alguns amigos que tiveram esse tipo de problema. Todos foram solucionados pela ShopTo, mas não custa evitar a fadiga, quer dizer, nesse caso custa pouco… ;)

Após selecionar a forma de pagamento, caso tenha optado pelo PayPal, aparecerá a tela de checkout. A partir daí os passos deverão ser como os exibidos na imagem abaixo…

ShopTo.net - Passo-a-passo para concluir pagamento via PayPal

Pronto… agora é só aguardar e torcer para que o jogo não seja taxado fazendo com que você pague 3 ou 4x menos que o valor cobrado por aqui. ;)

Mas e seu eu for taxado, o que acontece? Nesse caso, ao invés de receber o jogo, você receberá um recibo dos correios informando que o seu jogo está localizado na agência mais próxima do endereço de entrega. Basta levar esse recibo, pagar o valor discriminado no mesmo (normalmente é 60% do valor do pedido, mas no caso da ShopTo, como vem sem nota, a receita federal costuma cobrar um valor default e abaixo do de mercado) e retirar o game na mesma hora.

No passo-a-passo acima faltou falar uma dica importante e que poucos conhecem. Para calcular o valor do câmbio do dia, você pode recorrer diretamente ao Google. Basta digitar a conversão que deseja, como no exemplo da imagem abaixo: “26 libras esterlinas em reais” e o oráculo faz o trabalho pra você… (lembrando que o valor pode sofrer variações, pois o fechamento da fatura do cartão não é o mesmo do fechamento do pedido).

ShopTo - Calcular taxa de câmbio no google

Agora não há mais desculpas para comprar aquele jogo bacana que há tempos você estava esperando por uma redução de preço.

Para finalizar o post, deixo aqui algumas dicas extras:

  • Os jogos comprados na ShopTo são europeus, há vantagens e desvantagens nesse caso. Em alguns casos, você poderá contar com legendas em PT-PT, por exemplo que não existem em jogos lançados no Brasil (que são americanos), porém fique atento a jogos que possuem DLC`s. Caso você queira atualizar o seu jogo futuramente terá de obter a atualização em uma conta européia na PSN. Se não quiser se preocupar com isso, recomendo uma ótima loja americana que é a eStarland (só demora um pouco mais pra chegar, mas a loja é super confiável e também aceita PayPal).
  • Para acompanhar seus pedidos na ShopTo, basta entrar nos detalhes de sua conta e clicar na opção para exibir as compras efetuadas. Lá você verá o código dos correios para fazer o tracking. Recomendo cadastrá-lo no Muambator.com.br para não ter de ficar entrando toda hora nos sites dos correios. Sempre que houver alteração de status, você recebe um e-mail informando. Para donos de iPhone, há também o app Pacotes, que se associa a sua conta do Muambator e torna o acompanhamento bem mais simples;
  • E por fim, uma dica bacana para quem quer comprar créditos para a conta da PSN a um custo baixo. Utilizem o site CardsCodes.com que oferece uma infinidade de cartões pré-pagos para diversos serviços pelo mundo. Comprando via PayPal a liberação dos códigos é em menos de 1 hora e você recebe os mesmos em seu e-mail.

Espero ter ajudado… Boas Compras!

Quer reclamar? Seja inteligente e esqueça o SAC…

Quem acompanha os Trending Topics do Twitter viu que esse final de semana entrou para a história com o caso Brastemp. Mais um capítulo da saga Consumidor X Marca que não precisava chegar ao ponto em que chegou, mas que por N razões fez com que a Brastemp caísse na boca popular de uma maneira que com certeza não gostaria que tivesse acontecido. Assista ao vídeo abaixo publicado pelo sr. Oswaldo Borelli em 20-01-2011 no Youtube e entenda o caso.

 

E tudo começou com um “simples vazamento de gás”… Percebam que por um simples vazamento de gás, toda a reputação que uma marca possui perante o consumidor pode ser “jogada fora”. Na onda do protesto, muitos outros consumidores que tiveram ou tem problemas semelhantes aproveitam o fato para relatar seus aborrecimentos também com a marca (basta ler comentários no twitter ou no próprio Youtube).

Segundo o sr. Borelli, em entrevista gravada para o FutureCast, o caso chegou a ponto de ter um dos diretores da Brastemp entrando em contato com ele se desculpando pelo ocorrido e se comprometendo a melhorar os processos de atendimento ao consumidor. No fim da tarde de sábado, a Brastemp também emitiu um comunicado oficial sobre o assunto.

Casos em que a diretoria deixa de ser mera espectadora e parte para a resolução do caso não é exclusividade da Brastemp. Um pouco mais abaixo, eu cito um dos meus casos de reclamação onde tive que recorrer ao presidente da Vivo para resolver um problema aparentemente simples e para quem está a um bom tempo na internet, é impossível não lembrar do caso do jornalista Maritonio Barreto e o seu site em protesto contra a Fiat.

Maritonio > Fiat > Palhaço

O caso do Maritonio X Fiat talvez seja um dos pioneiros na internet brasileira (ao menos não lembro de outro caso com tanta repercussão em uma época sem twitter, youtube e afins…). Nessa época tudo era diferente, menos os problemas. O caso do sr. Maritonio repercurtiu tanto que a montadora Fiat chegou ao ponto de conseguir liminares na justiça obrigando o consumidor a retirar o site do ar. Ele conseguiu colocar novamente através de um domínio .com e para a sua surpresa a Fiat conseguiu nova liminar para a retirada também desse site no ar. Diretores da montadora entraram em contato com ele e chegaram a elaborar um acordo, mas obrigavam o sr. Maritonio a não dar qualquer declaração a imprensa sobre o caso.

Não preciso dizer que todos esses acontecimentos apenas fizeram com que o site do sr. Maritonio fosse cada vez mais conhecido. Eu tento imaginar como seria a repercussão desse caso se na época existissem todas as redes sociais que temos hoje em dia. Entenda todo o processo e leia detalhadamente a cronologia dos fatos que envolveram o caso do sr. Maritonio com a Fiat.

Vivo: O caso em que (quase) fui atendido pelo presidente

Na verdade quem me atendeu (aliás, quem me ligou) foi uma assistente do presidente da Vivo, Roberto Lima (@robertoodelima), mas considero que o próprio resolveu o meu caso… ;)

Sexta-feira, 26-09-2008, era o dia marcado para o lançamento oficial do iPhone 3G em terras nacionais, a expectativa gerada era absurdamente alta e eu era um dos consumidores que aguardavam pacientemente o lançamento oficial no Brasil (poderia ter importado antes, mas fazia questão de ter o produto legalizado, com garantia nacional e afins…). Consegui comprar o meu apenas no domingo seguinte ao lançamento, mais exatamente no dia 29/08/2008 na loja Vivo do então recém-inaugurado shopping Bourbon Pompéia.

Tudo estava perfeito até as 6 da manhã do dia 01-10-2008 quando fui acordado com um torpedo da operadora (jamais vou esquecer desse torpedo, ainda mais com o sonho que estava tendo na ocasião). O SMS informava que a minha utilização já estava cerca de 60% acima do limite de uso, ou seja em apenas 3 dias de uso estourei a cota de dados e ainda ultrapassei 60% do limite. Claro que liguei para a operadora tentando entender o caso, mas como entender se nem os atendentes estavam preparados para entender esse caso e muito menos entendiam como se dava o uso de dados, uma vez que tudo era novidade, os planos para iPhone foram criados exclusivamente para o aparelho, não houve tempo de “decorar o script” de atendimento… Enfim, fiquei sem a resposta e sem o aparelho que deixou de funcionar no dia seguinte por ter atingido 100% de uso além de meu limite de dados.

Segui todos os procedimentos padrões, na seguinte ordem, reclamações na Vivo (com diversos protocolos de atendimento anotados), reclamação na Anatel (que realmente funciona, diga-se de passagem), reclamação no www.reclameaqui.com.br (que por incrível que pareça ainda está sem resposta, mesmo com o caso resolvido…), relato para o Advogado de Defesa do Estadão/JT (que entrou em contato comigo, mas o caso já havia se resolvido) e por fim, preparei um release para divulgação em blogs amigos e que eram referências em assuntos relacionado a Apple (MacMagazine foi um deles, mas o caso também foi solucionado antes da publicação).

Mas como o presidente da Vivo, Roberto Lima, ficou sabendo da história? Pra isso, contei com o apoio de meu ex-chefe que como jornalista, possuia uma série de contatos e um breve histórico de problemas com a Vivo também, eis que ele me fornece o e-mail do presidente e disse que o máximo que poderia acontecer era eu ser ignorado, mas que não custava tentar.

Bom… eu tentei e enviei um e-mail relatando todo o caso (educado como deveria ser, primeiro por estar falando com o presidente da empresa e segundo por que nem ele e nem os atendentes tem culpa do ocorrido. Haviam culpados, mas não eram as pessoas que me atendiam para a solução do caso.). O e-mail foi enviado na sexta-feira, 03-10-2008 aproximadamente as 12h, mas fiquei surpreso mesmo com a agilidade do atendimento. Aproximadamente as 18h da mesma sexta-feira recebi uma ligação (infelizmente não me recordo o nome) de uma assistente do presidente, informando que meu aparelho já havia sido desbloqueado para o uso, me pedindo desculpas pelo ocorrido e pedindo para eu testar o funcionamento do aparelho e que em 5 minutos ela retornaria a ligação para confirmar se o mesmo estava funcionando novamente.

Ela desligou, eu testei e realmente o aparelho estava funcionando. Fiquei feliz e surpreso. Passaram-se 5 minutos (contados) e ela liga novamente perguntando se estava tudo ok com o aparelho, pedindo novas desculpas e me informando que devido aos problemas ocorridos eu deveria receber uma fatura com uma valor acima de R$400 (de fato, recebi essa fatura, pois sua geração era automatizada pelo sistema), mas que era pra desconsiderar a mesma e que em seguida eu receberia uma nova fatura já com o valor correto do período. Tudo aconteceu conforme ela informou e no mês seguinte ela retornou a ligação, agradecendo a compreensão e informando que daquele momento em diante minhas cobranças estariam corretas e não teria mais problemas com a operadora. Coincidência ou não, o fato é que continuo na Vivo até hoje e ao comprar o meu iPhone 4 em 2010, na mesma loja do shopping Bourbon Pompéia, também no lançamento do aparelho, fui atendido exatamente pelo mesmo rapaz que havia me vendido o iPhone 3G em 2008, mas dessa vez, a fatura veio de forma correta… ;)

OBS: Devo confessar que tenho algumas teorias para que o meu caso fosse resolvido (direcionado) pelo próprio presidente. Entre elas o fato do iPhone 3G estar presente em quase todas as mídias da época e por consequência trazer uma enorme visibilidade para o caso e também a forma como conduzi o assunto, sem atropelar processos e com a calma necessária que o assunto exigia.

O Submarino não me queria mais como cliente

Esse aqui foi um pouco mais recente, ocorreu em Julho de 2009 e o caso não era tão grave como o da Vivo, mas demonstra o quanto as empresas estão despreparadas para lidar com seu CRM e oferecer sempre o melhor aos seus clientes analisando o seu perfil e entendendo melhor suas necessidades.

Sou cliente assíduo do Submarino desde 2002 e possuo um ticket médio de compras por mês no valor de R$140 desde essa época. Apesar de conhecer muitas pessoas que compram bem mais do que eu, me considero um bom cliente e fiel a marca. Mas em 2009 percebi que nada disso importava para o Submarino (e boa parte das empresas também).

Para resumir a história, recebi uma newsletter do Submarino com uma promoção bem vantajosa. Eles haviam acabado de fechar uma parceria com a Mastercard e o cartão deles passaria a ter essa bandeira e não mais o Aura que era usado até então. Como medida promocional, eles enviaram uma newsletter com a opção de aquisição do cartão com anuidade grátis para sempre, caso o mesmo fosse solicitado até o dia 17-07-2009. Não pensei duas vezes, afinal quem compra no Submarino sabe que eles sempre fazem promoções bem bacanas aos donos de seus cartões. O fato é que 4 dias após a solicitação, eles retornaram um e-mail informando que não poderiam fornecer o mesmo devido as políticas de crédito adotadas por eles.

Eu não ligaria caso o motivo fosse justo, pois eu poderia ter o nome sujo ou mesmo estar com problemas com alguma outra admininstradora de cartões, mas nada disso estava acontecendo e pior, eles me enviaram um e-mail contendo um texto padrão de desculpas por não poderem emitir o cartão, incluindo a seguinte frase: “(…)embora não exista qualquer fato desabonador.”. E foi justamente essa frase que me deixou com a pulga atrás da orelha, fazendo com que eu entrasse em contato com o SAC para entender melhor o motivo. Foi pior, pois no SAC informaram que realmente o cartão foi recusado, mas eles não poderiam informar o motivo, pois o mesmo era sigiloso para a empresa. Muitos consumidores parariam por aí e simplesmente deixariam de comprar na loja, mas eu fui além…

O Submarino não me queria como cliente... mas mudou de idéia.

Comprei o domínio www.osubmarinonaomequercomocliente.com (hoje, já desativado), montei um site-denúncia explicando todo o caso ocorrido e com informações detalhadas (o site está desativado, mas pode ser visto com todos os seus detalhes, aqui.), fiz uma nova reclamação no www.reclameaqui.com.br (dessa vez, houve resposta após a solução do caso) e comecei a divulgar para meus contatos.

O site foi ao ar em 21/07/2009 as 23h, até as 10h da manhã do dia seguinte ele teve cerca de 200 visitas e cerca de 30 retuítes. Parece pouco, mas com esse pouco, um representante do Submarino me ligou no dia seguinte (menos de 12h após o lançamento do site), pedindo desculpas pelo fato, informando que iriam rever os processos de atendimento (perceberam alguma semelhança com o caso do sr. Borelli? ;) ) e que se eu ainda quisesse o cartão o mesmo poderia ser emitido sem maiores problemas e com o limite que eu escolhesse (essa foi a parte mais engraçada… eu escolhi o meu limite, não foram eles que me impuseram o mesmo…).

Enfim… problema resolvido, site fora do ar, cliente contente e empresa “satisfeita” (ao menos eu acho que eles ficaram satisfeitos).

Esse caso e o da Vivo são apenas dois exemplos ilustrativos de como podemos ir atrás de nossos direitos. Eu os conheço e vou atrás, alguns me acham chato, mas são esses mesmos que me pedem ajuda sempre que estão com algum problema em alguma empresa… Para reclamar, não tem essa de ser pobre ou rico, de valer ou não a pena, isso nada tem a ver com classe social, apenas com seus direitos e deveres da empresa. Não fique reclamando que a empresa não resolve o seu problema, você já se perguntou se está fazendo o suficiente para que seu problema seja resolvido?

Encerrando o assunto…

As empresas precisam entender que não bastam terem a melhor empresa terceirizada em atendimento para resolver os problemas de seus clientes, elas não podem usar isso como desculpa e transferir toda a culpa para essas terceiras. Elas tem sim que ficar atentas a casos como o do sr. Borelli que não foi resolvido em 3 meses, mas foi solucionado a “fórceps” em menos de 1 semana com o vídeo publicado. Situações como a desse caso ou a do Submarino que mencionei acima, apenas demonstram que as empresas realmente ainda estão despreparadas para ouvir o que o consumidor pensa a respeito delas.

Elas andam se preocupando muito com o próprio umbigo a fim de evitar todo e qualquer risco de imagem que possam ter, mas esquecem de ouvir e compreender seus consumidores. Não bastam campanhas de incentivo ao consumo ou reforço ao branding, para a maioria das vezes soluções de problemas como um “simples vazamento de gás” também costumam funcionar…

Pedro Cortier escreveu um excelente artigo onde introduz uma questão relacionada aos “prosumidores”, que nada mais são do que nossos consumidores atuais, pró-ativos e geradores de conteúdo (seja para o bem ou para o mal) e enquanto agências e empresas não perceberem definitivamente que a situação atual mudou, teremos casos como os do vídeo abaixo…

Jogo Justo, apoie (corretamente) essa idéia!

Jogo Justo

Hoje, 29-01-2011, está sendo foi realizado o Dia do Jogo Justo. Mas o que seria esse dia? Trata-se de um dia simbólico de combate aos impostos altíssimos que os gamers brasileiros enfrentam ao comprar jogos por aqui. Simbólico porque alguns grandes varejistas que aderiram a campanha não entenderam as regras do jogo e usaram esse dia simplesmente para sua auto-promoção.

A idéia por trás do Jogo Justo é realmente válida e não interessa apenas aos gamers que consomem mensalmente produtos nesse mercado, mas sim a todos os brasileiros que sonham com produtos no Brasil a preços realmente justos. Uma iniciativa assim, caso traga resultados na forma como foi pensada, trará também benefícios a outros setores da economia brasileira.

Já participei de muitas discussões sobre o Jogo Justo em outros blogs e fóruns por aí. Há os que apoiam o projeto em sua totalidade, tem aqueles que são céticos e apesar de apoiarem “sabem” que o governo nunca concordaria com uma redução de impostos para “brinquedos e supérfluos” e há também os que pegam carona e apenas querem saber quando haverá uma nova promoção pra ver se conseguem comprar o jogo desejado.

Reduzir impostos não é uma coisa trivial e que vemos acontecer todos os dias, mas o governo sabe que com a redução o mercado se aquece, seja pra eletrodomésticos, seja pra carros e agora que seja pra games também! Para o caso dos games, talvez tenhamos um cenário um pouco mais simples (ou complicado, depende do ponto de vista), uma vez que hoje em dia os games recebem da Receita Federal a mesma classificação destinada aos “jogos de azar” e com isso temos aproximadamente 72% de impostos o que acaba fazendo com que eles sempre figurem em listas contendo os produtos que mais sofrem com impostos no Brasil.

Mas essa taxa que varia entre 60 e 80% não necessariamente é a taxa que representa uma venda oficial de games no Brasil. Entenda por oficial, todos os trâmites legais e necessários para se vender um produto importado em uma loja brasileira. E nesse caso, os impostos totais passam dos 160%! Assistam a reportagem do Gustavo Petró pela Globo News no vídeo abaixo ou leiam a matéria completa no G1 para mais detalhes sobre essa questão.

Com base nas informações acima e por me enquadrar no grupo dos maiores interessados no que diz respeito a redução de impostos para games, eu apoio, divulgo e incentivo cada vez mais o Jogo Justo, mas para que o projeto seja levado a sério precisamos principalmente que as empresas envolvidas o incentivem de forma séria e não utilizem a campanha #JogoJusto apenas para sua auto-promoção, como umas e outras andam fazendo por aí…

Jogo Injusto Walmart

Apoiar o Jogo Justo sim, mas vamos apoiar de forma enérgica, eficaz, inteligente e de preferência, sem segundas intenções… Manifestações negativas como as demonstradas acima no Twitter ou posts como o do Select Game, não são exatamente notícias que deveriam estar associadas ao projeto.

Saibam mais sobre o Jogo Justo no site do projeto. Aproveitem para seguir o perfil @jogojusto no Twitter e acompanhar a hashtag #JogoJusto.

Update em 30-01-2011:

A repercussão relacionada ao Jogo Justo chegou ao Jornal Nacional. Isso é uma grande vitória para a campanha, pois dessa forma a discussão é aberta a nível nacional e não fica restrita a um determinado nicho. Assista ao vídeo com a reportagem abaixo ou leia a matéria no site do JN.

“Angry Birds” atacam novamente… agora em pelúcia!

Angry Birds by ©RovioÉ impressionante a quantidade de produtos licenciados pela Rovio relacionados ao jogo Angry Birds. O conceito do jogo em si não é original (principalmente aos fãs do Kongregate), mas não dá pra negar que a Rovio fez um excelente trabalho de marketing ao aproveitar um conceito já existente, criar personagens “fofinhos” e “engraçadinhos” e com isso cair nas graças de pessoas de todas as idades e de todos os lugares.

Como se já não bastasse até a criação de um bolo temático com os pássaros (por esse a Rovio não cobrou nada), temos também agora a opção de comprar os personagens do jogo em pelúcia. E o que é melhor, eles podem ser enviados para todas as partes do mundo (incluindo o Brasil) sem que você corra o risco de ser pego por tráfico de animais (ok… péssima essa, mas não deu pra segurar a piada).

Se interessou? Então peça agora a sua coleção de pássaros e porcos na loja online da Rovio a partir de US$11,99!

Como é feito um Big Mac?

Todos sabem os ingredientes… 2 hamburgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles no pão com gergelim! ;) Mas e a montagem do lanche?

O Big Mac é conhecido como um dos poucos produtos que tem o mesmo sabor (ou quase o mesmo) em todas as partes do mundo e também por isso é um dos lanches com mais tentativas de produção caseira de que se tem notícia (estatística via: “meu ciclo de amigos”).

Assim como o lanche, a linha de produção de um Big Mac em um McDonald’s não é muito diferente em suas lojas espalhadas pelo mundo. Por isso, da próxima vez que for ao McDonald’s pense em como o cara responsável pelo seu lanche higienizou o dedão antes de montá-lo… ;)

Tem como fazer em casa?

Se ao ver o vídeo acima, você ficou interessado em tentar fazer o seu próprio Big Mac ao invés de ir a um McDonald’s. Tente começar com esses vídeos abaixo…

 

 

Ok… você nunca saberá o segredo exato do “molho especial”, mas ao menos saberá onde colocou o dedo antes de fazer o lanche… ;)

PS: Se o seu lanche caseiro não der certo, faça a coisa certa e vá ao Burger King pedir do seu jeito!

Clube de compras, Compras coletivas, Busca de Compras e agora… Organizadores de cupons!

Clubes de Compras e Compras Coletivas

Todos já devem ter visto ou ouvido falar ao menos uma vez de um clube de compras ou site de compras coletivas. É impressionante como tudo o que é relacionado a ofertas se prolifera no Brasil (na verdade, no mundo todo), até mesmo site de ofertas para Concurseiros (o link era http://www.concurseirourbano.com.br, mas aparentemente está fora do ar) já foi criado no Brasil.

Apesar deste post citar alguns sites relacionados com o título acima eles aparecem aqui no site apenas para ilustrar o conceito, a idéia principal é tentar entender como um serviço que aparentemente despertaria o interesse de poucas pessoas, cresce a tal ponto de valer bilhões de dólares no mercado e por consequência abrir as portas para vários outros nichos relacionados e com isso estabelecer um mercado que se torna referência para os consumidores.

Ao que tudo indica, tudo começou com o Gilt Group em 2007 (fundado por um co-fundador da Doubleclick, uma executiva do eBay e a pessoa que administrava o merchan da Louis Vuitton e da Bulgari, ou seja, pessoas conscientes e que sabiam onde iriam pisar) , ainda hoje um dos mais luxuosos Clubes de Compras. O conceito de um clube de compras é vender apenas aos associados (cadastrados no site) e a idéia original era ter como associados apenas pessoas que eram convidadas por outros sócios. Tais clubes costumam vender apenas produtos de grifes famosas, ou seja, eles são voltados a um determinado tipo de público e mesmo com os descontos oferecidos, muitas coisas ficam longe do poder de aquisição da maioria dos pobres mortais. Atualmente os clubes não são tão fechados e qualquer um pode fazer o seu cadastro (o que não significa que poderá comprar os produtos). Entre os mais conhecidos no mundo, além do Gilt nos EUA, estão também o Private Outlet na Europa e no Brasil temos o Privalia (pioneiro ao chegar por aqui em 2009) e o Brands Club.

Com a popularização dos Clubes de Compras era de se esperar que alguém no mundo tivesse a idéia de criar um outro tipo de categoria voltado as “massas populares”. Tal conceito surgiu, também nos EUA, com os sites de Compras Coletivas e o primeiro deles foi o GroupOn (que desembarcou aqui no Brasil, sabe-se lá porque com o nome de Clube Urbano – Hoje já trocado). Não dá pra dizer 100% que o GroupOn nasceu somente por conta de “nichos de mercado”, pois segundo esse infográfico publicado no The Wall o seu fundador, Andrew Mason, começou a pensar no conceito do site já em 2006, por conta de uma tentativa de cancelamento de contrato em uma operadora de celular (alguns problemas, não acontecem apenas no Brasil), mas pode-se dizer que uma coisa acabou levando a outra direta ou indiretamente.

O fato é que os sites de Compras Coletivas foram criados e milhares de pessoas deixam o seu suado e rico dinheirinho todos os dias nestes sites. Existem milhares destes sites pelo mundo, mas os mais conhecidos em terras tupiniquins são, o Peixe Urbano (o primeiro a trazer o conceito para o Brasil em Março de 2010 – Parece que foi a 5 anos já!), o ClickOn e o próprio GroupOn (ex-Clube Urbano). E pelo visto, deverá chegar em breve por aqui mais um concorrente de peso, pois o Living Social (segundo maior dos EUA), já possui a cidade de São Paulo entre suas escolhas, apesar de ainda não possuir nenhum oferta…

Ok, tudo muito bacana, mas como eu me acho nisso tudo?

Como mencionei, existem milhares de outros sites no Brasil e no mundo e foi pensando nisso que surgiram os buscadores de ofertas em sites de compras coletivas. Sim, afinal com tantos sites e ofertas espalhadas por aí, como você ia arrumar tempo pra entrar em um por um, peneirar ofertas e comprar somente “o necessário”? Não conheço todos e nem pretendo conhecer, pois surgem que nem praga… até o momento consegui catalogar 4 deles no Brasil e são eles: Aponta Ofertas, What’s Off (update em 22-01-2011: aparentemente foi desativado), Vale Junto e o Save Me (com tantos sites assim, não há quem salve o desperdício de grana…).

E aí? Acabou? Com tantos Clubes Fechados, Clubes Abertos e Coletivos e ainda Search Engines especializados em achar a melhor oferta pro seu bolso, o que falta nisso tudo?

O óbvio ululante, oras! Se tem tantos sites assim e eu compro em média 1 ou 2 ofertas por dia em sites diferentes, como faço pra guardar todos os cupons e não perder as datas dos descontos? É aí que entra o último grupo de serviços (até o momento) oferecidos a partir de uma idéia inicial que era a disponibilização de ofertas exclusivas a um grupo de consumidores… os Organizadores de Cupons!

Organizadores de CuponsNada melhor do que termos um local para armazenar todas aquelas compras “conscientes” que fizemos nas 4 últimas semanas. Aliás, você lembra o que comprou em algum destes sites na semana passada? Pois é… nem eu. E aqui está a cereja do bolo, ou as cerejas, pois coincidentemente enquanto escrevia o post recebi um spam com um novo organizador e até o momento são 2 que tenho catalogados: Organizaí e Junte Cupons.

Ou seja, se você não é o cara que teve aquela idéia inicial e criou um serviço que hoje vale bilhões de dólares, não se preocupe, pois ainda há espaço pra crescer e muito no mercado criando serviços relacionados, que sejam tão importantes quanto a idéia original.

PS: Agora que você já sabe onde comprar, onde pesquisar e onde armazenar as compras, não me responsabilizo por qualquer compra efetuada ou problema encontrado nos sites acima citados… apesar de eu não ter tido qualquer problema em sites de compras coletivas até o momento, não é difícil encontrar reclamações por aí. Gaste por sua conta e risco… ;)

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.