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Riot Game, um jogo que simula protestos e conflitos!

Na onda dos protestos que ocorrem no Brasil, conheça Riot Game. Um simulador de protestos e conflitos que “te ajuda” a descobrir se você está do lado “certo” e a entender o que se passa do “outro lado da força”…

A tradução literal de RIOT é MOTIM e a produção do game é italiana. A motivação para a produção do game é o fato do diretor Leonard Menchiari ter participado de manifestações na Itália e ter percebido coisas que vemos nos conflitos atuais no Brasil. Pessoas com motivações diferentes na manifestação. Policiais com sentimentos de culpa entre os manifestantes. O significado real das manifestações que muitos questionam. Ele percebeu que durante as manifestações, muitas dúvidas e discussões eram geradas e daí sentiu a necessidade de expressar essas idéias e sentimentos em um jogo (ou ao menos tentar). A idéia é experimentar os dois lados da moeda sem que haja um vitorioso de fato. No fim das contas, todos ganham (ou deveriam ganhar).

A coincidência com os conflitos no Brasil não poderia ser maior. O jogo surgiu a partir da vivencia pessoal dos produtores em conflitos reais na Itália, Grécia e Egito, mas como vocês podem ver nas imagens abaixo e no vídeo principalmente, a essência dos conflitos é exatamente A MESMA em qualquer lugar do mundo. Os grupos de manifestantes estão claros e divididos. Há os que protestam pacificamente, alguns inclusive junto com policiais, e os que tocam o foda-se literalmente. Chutando vitrines de lojas e afins (o vídeo não exibe saques, mas não duvido que eles existam lá fora – apesar de que no nosso caso, está claro que a “bandidagem” está infiltrada).

O jogo foi exibido no IndieGoGo a fim de obter recursos para o seu financiamento e felizmente alcançou seu objetivo que era de US$15.000 (ele arrecadou US$36.139)… e o motivo pela solicitação de recursos é, no mínimo, justa (qualquer semelhança com o Brasil, não é mera coincidência):

“Vivendo em um país que se afoga em dívidas e corrupção faz com que seja praticamente impossível o time da Riot conseguir um financiamento para o jogo, daí pedirmos a sua colaboração. Precisamos da sua ajuda para espalhar nossa voz por meio dos videogames.”

Ele chegou a estar no Steam Greenlight (uma prévia para o Steam… se a comunidade achar interessante o jogo vai para o canal mais “famosão”) e também felizmente foi aprovado pela comunidade e em breve estará disponível no Steam para deleite de todos! ;)

Confira o trailer-teaser do jogo e algumas fotos:

 

Riot Game

Riot Game

Riot Game

Riot Game

Riot Game

Riot Game

Riot Game

Riot Game

 

Quem poderá jogar?

O jogo estará disponível para PC, Mac, iOS, Android e OUYA. Não consegui achar detalhes sobre a mecânica, mas pelas imagens aparentemente é um “point and click“. Para quem não sabe, são aqueles tipos de jogos em que você seleciona uma ação ou objeto e clica/toca para que ocorra a movimentação.

 

Mais informações

A trilha sonora do trailer do Riot Game foi composta pelo compositor Simon Michel, especialista em trilhas sonoras que ficam em background durante uma ação ou determinada cena em filmes e séries. A descrição de sua atividade em seu site é mais pomposa: “Film Score Composer”. E se quiser conhecer mais o seu trabalho (vale a pena) veja algumas amostras de seu trabalho aqui.

Vale a pena também, curtir a página do Riot Game no Facebook.

O game não foi lançado ainda, mas já está em pré-venda disponível no site oficial via Humble Store com pagamento via Paypal, Amazon ou Google Wallet.

 

Games que se destacam pelo conteúdo gerado por você!

Você é daqueles que compram o game, joga, termina e vende? Não se preocupe, pois você não é único no mundo. Mas saiba que se a tendência atual dos games continuar a crescer, em breve você poderá ser o único (ou um dos únicos) a continuar com essa prática. Pra começo de conversa, você é o típico usuário que as produtoras querem manter longe de seus produtos. A maioria já aprendeu que conteúdo extra rende tanto quanto a venda do jogo em si, logo, se você é um usuário que não comprará o conteúdo extra do jogo, repassado-o assim que terminá-lo, não trará lucros extras e ainda por cima fará com que a produtora deixe de ganhar um troco com a venda de um jogo novo para o usuário que você vendeu o seu usado… Por outro lado, o usuário que comprou seu game usado, pode se interessar em adquirir novos conteúdos. Dessa forma, a produtora continua lucrando com conteúdo extra… é… talvez não seja má idéia mantê-lo como consumidor. ;)

Ok, todos lucram com o conteúdo extra nos games, mas a idéia deste artigo não é falar sobre conteúdo pago, mas sim o conteúdo gratuito e gerado por você, usuário que se interessa por expandir seu jogo com novas funcionalidades, recursos e/ou fases extras, seja para ganhar novos troféus ou simplesmente ter o sonho de construir um game (tirando as devidas proporções) realizado. Estou falando do UGC, ou User Generated Content, ou em uma tradução livre, Conteúdo Gerado pelo Usuário.

OBS: Vale lembrar que o termo não é exclusivo aos games, mas sim para qualquer tipo de conteúdo gerado pelo usuário.

É impressionante a quantidade de pessoas que participam na criação de conteúdo próprio para seus games favoritos, no último dia 25/07/2011 em um artigo no Playstation blog, Collin Moore, gerente de comunidades da Sucker Punch (produtora de Infamous e Infamous 2), informou que foi disponibilizado o primeiro pack UGC para Infamous 2 na PSN e o que é melhor, totalmente gratuito. No artigo ele informa também que não deve demorar para ser disponibilizado novos packs com diversos conteúdos extras para exercitar a criatividade dos usuários. No vídeo abaixo, criado pela Sony, podemos ver que até o momento (menos de 2 meses após o lançamento de Infamous 2 que foi em 07/06), já foi gerado mais de 50.000 missões extras criadas exclusivamente pelos usuários, sendo que essas missões já foram jogadas mais de 4.500.000 (4 milhões e quinhentos mil) vezes em um total de 300.000 horas de jogatina…

Além disso, em uma entrevista para o IGN, Collin afirma que a cada segundo duas missões UGC são jogadas pelos usuários e que a cada minuto uma nova missão é adicionada por algum usuário pelo globo… números impressionantes.

E quando citamos jogos com participação ativa da comunidade no que diz respeito a criação de conteúdo próprio, não dá pra esquecer de Little Big Planet. De longe o que melhor soube aproveitar o formato e que possui as melhores (mais intuitivas) ferramentas de edição de conteúdo.

A Media Molecule não apenas soube criar um jogo com participação ativa do usuário em seu desenvolvimento, como também expandiu muito bem a discussão entre eles através de fóruns e comunidades como o Little Big Workshop. Não à toa, no momento do print abaixo, eram exatos 4.985.770 (4 milhões, novecentos e oitenta e cinco mil!!) mundos criados pelos usuários para outros usuários jogarem no LBP.


Curioso para saber quantos já foram criados após o print acima? Acesse a comunidade do LBP.

Mas o que será que motiva tantos usuários a criarem seus próprios mundos? Alguns são motivados pela fama e possibilidade de ser reconhecido como “o cara” em sua comunidade de jogos, outros por pura diversão e passatempo, alguns gostariam de desenvolver games e fazem uso do recurso para estimular idéias. As produtoras sabendo disso, disponibilizam diversas ferramentas para o usuário, mas independente dos recursos liberados, nada vai superar, de fato, a criatividade do próprio usuário, afinal qual desenvolvedor da Media Molecule poderia imaginar que utilizando as ferramentas fornecidas um usuário criaria um mundo semelhante ao Super Mario da Nintendo dentro de um jogo exclusivo da plataforma Sony? :)

 

E aí, se animou a criar o seu próprio conteúdo? Comece por estes tutoriais em vídeo para Infamous 2 ou encontre o conteúdo de seu interesse nesse mundão online…

Em tempo, a criação de conteúdo pelo próprio usuário não é novidade no mundo dos games, mas é cada vez mais comum e difundido principalmente por possibilitar a criação de mundos em 3 dimenões completos a partir de ferramentas simples e eficientes. No que diz respeito a games, o céu não chega nem perto do limite… ;)

 

Rovio e sua máquina de fazer dinheiro, apresenta… Angry Birds Rio!

E não é que a a Rovio atacou novamente? Dessa vez com Angry Birds Rio. Devo confessar minha admiração por essa desenvolvedora, ela conseguiu um feito que todas as outras buscam, tornar seus jogos ícones mundialmente famosos e licenciar produtos para todas as idades a partir de seus personagens… o resultado disso pode ser traduzido pelo som da caixa registradora da empresa que não deve parar um instante. ;)

Em janeiro de 2011 a Rovio anunciou que lançaria Angry Birds Rio em março deste mesmo ano. Em uma parceria perfeita (e até certo ponto inédita) com a 20th Century Fox, ambas empresas conseguiram associar a marca de seus lançamentos de forma que parecesse um casamento perfeito. Enquanto em um trecho do filme há uma menção a Angry Birds divulgando ainda mais a marca dos “passáros raivosos”, o novo jogo dos passarinhos trás uma excelente forma de divulgação do novo filme, com os elementos originais do jogo modificados para se enquadrarem perfeitamente a sua história. Veja os dois vídeos abaixo:

 

 

Tenho certeza absoluta que esse tipo de ação será mais frequente daqui pra frente, mas o grande diferencial nesse caso é a natural adaptação entre as mídias que partiu do conceito original de suas histórias (jogo e filme) e com pequenas modificações no jogo original e uma ampla visão de mercado dos produtores, a possibilidade bateu a porta.

Falando um pouco sobre Angry Birds Rio, o jogo…

A mecânica do jogo é exatamente a mesma apresentada no Angry Birds original, porém como dito acima, alguns elementos foram adaptados e vão de encontro a temática do filme. A tela inicial já nos dá a nítida impressão da fusão entre as mídias…

Angry Birds Rio - iPhone - Tela inicial

O jogo foi dividido em uma série de níveis contendo cada um 60 fases diferentes que desafiam o jogador, a princípio apenas as duas primeiras fases estão disponíveis aos jogadores e como sugere a tela abaixo, as demais fases serão liberadas apenas no decorrer do ano, conforme a imagem abaixo.

Angry Birds Rio - iPhone - Futuras atualizações...

Com esse tipo de jogada a Rovio mantém os seus jogadores interessados em seu jogo durante um bom tempo. Essa é a fórmula dos games atuais, eles não precisam ser distribuídos 100% finalizados ao consumidor (mesmo que o jogo já esteja pronto), guarde surpresas e faça atualizações periódicas e com isso a cada nova atualização obtenha milhões de downloads e mídia espontânea gerada por todos os usuários a cada nova atualização. Taí o segredo da Rovio… manter o seu jogo na mídia o máximo de tempo possível.

A primeira fase trás de cara surpresas bem agradáveis aos fãs da série. Esqueçam os porcos e vejam pássaros engaiolados tão carismáticos quanto os personagens anteriores. Em tempos em que tudo é, de certa forma, tratado como politicamente correto, nada melhor do que ajudar os passarinhos a fugirem de suas gaiolas.

Angry Birds Rio - iPhone - Gráficos melhorados

Touché! Anote mais 3 estrelas para a Rovio por isso… :)

Angry Birds Rio - iPhone - Level completed!

A segunda fase que já está liberada é menos politicamente correta, ou melhor, nada politicamente correta com relação a anterior (me devolva aqui as 3 estrelas… rs). A idéia aqui é fazer os micos cairem de seus pedestais. Derrube-os e alcance a glória, simples assim… ;)

Angry Birds Rio - iPhone - Derrubando macacos...

E aqui a Rovio mostra que sabe o que é preciso para um jogo fazer sucesso. Os gráficos não são simplórios… o game precisa ser simples o suficiente para agradar o público de todas as idades, mas os gráficos e animações não precisam seguir essa linha. Pelo contrário, as caras e bocas que os micos fazem enquanto caem são simplesmente hilárias e com isso sentimos “prazer” em derrubar os lindos macaquinhos do topo das colunas. Claro que o som faz seu show a parte. E é esse um dos principais segredos desse jogo, personagens carismáticos, excelentes gráficos e som devidamente tratado como rei. Mais 3 estrelas aqui, por favor…

Angry Birds Rio - iPhone - Queda dos macacos...

Claro que o jogo não atingiria tantas pessoas se o mesmo não fosse disponibilizado para N plataformas e por enquanto o Angry Birds Rio pode ser encontrado nos seguintes locais e para as seguintes plataformas… iPhone/iPod touch (US$0,99), iPad (HD – US$3,99), Android (Free) e na Mac App Store (US$4,99).

Enquanto o filme não estréia oficialmente por aqui (a estréia brasileira está prevista para 08/04/2011 e a mundial para 15/04/2011), assistam ao trailer no vídeo abaixo e assim como eu, aguardem ansiosamente a estréia… ;)

 

Mais sobre RIO, o filme: http://www.rio-ofilme.com.br

Como comprar games no exterior?

Antes de dar a dica, deixa eu esclarecer alguns pontos…

  • Apesar dos passos abaixo se concentrarem apenas na loja britânica shopto.net, os mesmos podem ser utilizados em qualquer outra loja no exterior que envia produtos para o Brasil (todas as lojas possuem um link informando sobre países atendidos). A escolha pela ShopTo é meramente pessoal, pois é a loja em que mais faço pedidos;
  • Apesar de me concentrar apenas na compra de games, saiba que as dicas podem ser úteis para qualquer tipo de produto, mas se estiver pensando em importar dvd’s e blu-ray’s, não deixe de ler o guia de compras do Blog do Jotacê;
  • Não estou incentivando em hipotése alguma a sonegação de impostos. Apesar de achar os impostos nacionais absurdamente altos e defender o JogoJusto no Brasil, essa não é a intenção do artigo. Ao efetuar uma compra internacional saiba que você também estará sujeito a cobrança de todos os impostos de importação. A diferença é que você pode ou não ser taxado em suas compras (isso depende de uma série de fatores, como a localização da agência dos correios mais próxima da sua casa, o período do ano em que a compra foi efetuada, a situação econômica do país, o estado brasileiro em que sua encomenda desembarcou e até mesmo o humor do funcionário da receita que despachou o seu pedido… não há uma regra, simplesmente pode ou não acontecer), mas saiba que mesmo sendo taxado é bem provável que o custo final ainda assim deve ser bem menor do que se tivesse comprado por aqui, infelizmente;
  • Por fim, esse artigo supre a necessidade de explicar aos amigos interessados em comprar games no exterior, os atalhos e formas de conseguir fazer o mesmo. Muitos que me perguntam sobre como comprar no exterior, possuem as mesmas dúvidas (É seguro? Preciso de cartão internacional? Chega mesmo? E os impostos? etc…), achei melhor reunir essas informações em um único lugar facilitando assim a vida de todos.

Agora sim, vamos ao passo-a-passo.

Em primeiro lugar, respondendo a pergunta mais óbvia de todas, sim, será preciso um cartão de crédito internacional para efetuar suas compras internacionais. Parece estranho ter de responder isso, mas acreditem, há quem pergunte.

Em segundo lugar, caso não tenha ainda, recomendo efetuar um cadastro no PayPal e cadastrar todos os seus cartões que possivelmente você usaria em suas compras. Boa parte das lojas gringas (ShopTo é uma delas) aceitam como forma de pagamento o PayPal, dessa forma você evita cadastrar seu cartão em N lojas pelo mundo e ainda por cima, aumenta um nível de segurança para suas compras. Em tempo, ao cadastrar seus cartões no PayPal não esqueça de “confirmar/verificar” os mesmos no site. Isso é uma exigência de segurança para algumas lojas, aceitando apenas contas do PayPal cujos cartões foram verificados, além de ser também um sistema de segurança do próprio PayPal para garantir que o cartão cadastrado pertence realmente a pessoa que o cadastrou.

Eu particularmente só compro em lojas que aceitam PayPal. Não que eu não confie nas lojas gringas, muito pelo contrário, mas não custa nada nos precavermos de qualquer problema que possa ocorrer, ainda mais quando falamos de dinheiro e uma coisa tão pessoal como o cartão de crédito.

Ok, de posse de uma conta no PayPal vamos as compras…

Ao acessar o link da shopto.net, você deverá ver uma tela como a exibida abaixo:

ShopTo.net - Paraíso dos games no exterior

Logo de cara, recomendo alterar o valor de Euros para Libras Esterlinas (bandeirinhas abaixo do campo de login) por dois motivos. Primeiro porque a conversão em Reais é mais barata e você vai me agradecer por isso e segundo porque o PayPal não se dá muito bem com Euros, ao menos na minha conta, sempre dá algum tipo de erro.

Feito isso, a compra é feita exatamente da mesma forma que qualquer compra realizada em sites nacionais… Se tem cadastro, faça login, se não tem, crie um (utilize o mesmo endereço que cadastrou no PayPal). Escolha seus jogos e/ou acessórios, vá para o carrinho e finalize a compra. A imagem abaixo mostra o passo-a-passo desse parágrafo.

ShopTo.net - Passo-a-passo para comprar

Atenção para o frete! Atualmente o ShopTo oferece 2 tipos. £2,50 que não possui código de rastreamento e £7,08 que possui. Mesmo sendo bem mais caro, opte pelo envio com código de rastreamento, pois assim em caso de extravio ficará mais fácil reclamar e ter o seu pedido atendido. O ShopTo é uma empresa confiável, mas a partir do momento que o produto é enviado ele passa na mão de diversas empresas até chegar na sua casa e no meio do caminho ele pode simplesmente “sumir”. Comigo nunca aconteceu, mas conheço alguns amigos que tiveram esse tipo de problema. Todos foram solucionados pela ShopTo, mas não custa evitar a fadiga, quer dizer, nesse caso custa pouco… ;)

Após selecionar a forma de pagamento, caso tenha optado pelo PayPal, aparecerá a tela de checkout. A partir daí os passos deverão ser como os exibidos na imagem abaixo…

ShopTo.net - Passo-a-passo para concluir pagamento via PayPal

Pronto… agora é só aguardar e torcer para que o jogo não seja taxado fazendo com que você pague 3 ou 4x menos que o valor cobrado por aqui. ;)

Mas e seu eu for taxado, o que acontece? Nesse caso, ao invés de receber o jogo, você receberá um recibo dos correios informando que o seu jogo está localizado na agência mais próxima do endereço de entrega. Basta levar esse recibo, pagar o valor discriminado no mesmo (normalmente é 60% do valor do pedido, mas no caso da ShopTo, como vem sem nota, a receita federal costuma cobrar um valor default e abaixo do de mercado) e retirar o game na mesma hora.

No passo-a-passo acima faltou falar uma dica importante e que poucos conhecem. Para calcular o valor do câmbio do dia, você pode recorrer diretamente ao Google. Basta digitar a conversão que deseja, como no exemplo da imagem abaixo: “26 libras esterlinas em reais” e o oráculo faz o trabalho pra você… (lembrando que o valor pode sofrer variações, pois o fechamento da fatura do cartão não é o mesmo do fechamento do pedido).

ShopTo - Calcular taxa de câmbio no google

Agora não há mais desculpas para comprar aquele jogo bacana que há tempos você estava esperando por uma redução de preço.

Para finalizar o post, deixo aqui algumas dicas extras:

  • Os jogos comprados na ShopTo são europeus, há vantagens e desvantagens nesse caso. Em alguns casos, você poderá contar com legendas em PT-PT, por exemplo que não existem em jogos lançados no Brasil (que são americanos), porém fique atento a jogos que possuem DLC`s. Caso você queira atualizar o seu jogo futuramente terá de obter a atualização em uma conta européia na PSN. Se não quiser se preocupar com isso, recomendo uma ótima loja americana que é a eStarland (só demora um pouco mais pra chegar, mas a loja é super confiável e também aceita PayPal).
  • Para acompanhar seus pedidos na ShopTo, basta entrar nos detalhes de sua conta e clicar na opção para exibir as compras efetuadas. Lá você verá o código dos correios para fazer o tracking. Recomendo cadastrá-lo no Muambator.com.br para não ter de ficar entrando toda hora nos sites dos correios. Sempre que houver alteração de status, você recebe um e-mail informando. Para donos de iPhone, há também o app Pacotes, que se associa a sua conta do Muambator e torna o acompanhamento bem mais simples;
  • E por fim, uma dica bacana para quem quer comprar créditos para a conta da PSN a um custo baixo. Utilizem o site CardsCodes.com que oferece uma infinidade de cartões pré-pagos para diversos serviços pelo mundo. Comprando via PayPal a liberação dos códigos é em menos de 1 hora e você recebe os mesmos em seu e-mail.

Espero ter ajudado… Boas Compras!

Como copiar um jogo (e lucrar com isso)…

A alguns dias comprei um jogo absurdamente viciante para iPhone. Era o Cut The Rope, desenvolvido pela ZeptoLab. Não recebi nenhuma indicação de amigo para baixar o jogo, apenas o vi entre os top 10 da App Store e cliquei para ver reviews e fotos. Na mesma hora fiz a compra, afinal não é sempre que temos praticamente uma unanimidade de 5 estrelas para mais de 100 mil opiniões… ;)

Como sempre faço com apps e games bacanas que compro, comecei a indicar para amigos e entre eles alguns que possuiam Androids apesar do jogo não ter sido lançado para a plataforma, disse para ficarem atentos, pois a Chillingo, publisher do jogo, já havia deixado o recado na página deles que uma versão Android estava a caminho (hoje não encontrei mais o aviso, talvez pelo motivo citado nesse post).

Semana passada, uma amiga do trabalho (que tem Android, gostou do jogo e estava aguardando o mesmo) veio me mostrar que finalmente o “Cut The Rope” havia sido lançado para o Android. Achei bacana e fui ver o app, mas ao acessar vi diversas diferenças e a princípio imaginei que a ZeptoLab havia deixado o jogo na mão de outra produtora pra fazer a portabilidade ao Android, mas voltei a tela inicial e peraí… Rope Cut???

Cut the Rope vs Rope Cut - Tela de Abertura

Acho que estou ficando velho demais e não consigo acompanhar a velocidade das coisas atualmente. Mas o fato é que em “tempo recorde” uma produtora chamada Feeling Touch fez uma cópia impressionante como eu nunca tinha visto até então. Todos os elementos estavam lá… O Doce, A corda, O sap… ops, “A cobra” ;) e até mesmo a física do jogo…

A única tela que é diferente é a tela de seleção de fases, onde no original há boxes que você rola para a direita diferenciando os elementos existentes em cada fase… mas o resto… bem, tirem suas próprias conclusões com as imagens abaixo… ;)

Cut the Rope vs Rope Cut - Seleção de Fases

Cut the Rope vs Rope Cut - Fases Completadas

Cut the Rope vs Rope Cut - Primeira Fase

Cut the Rope vs Rope Cut - Congratulations

Até a um tempo atrás era possível fazer o download no Android Market Place, mas a cópia o game aparentemente foi retirado, não sei se após alguma solicitação da Chillingo.

Tentei achar algumas informações sobre a tal Feeling Touch, mas o site deles é bem simples e sem muitas informações. No Twitter, vi que a empresa é chinesa…

Twitter da Feeling Touch

Ao acessar o link citado no Twitter, vemos que eles “copiaram” o próprio site… Na verdade, segundo a descrição no twitter eles trocaram o nome de Super Droid para Feeling Touch (será que por motivos de direitos autorais com o nome anterior?).

Mas e o lucro? Como eles podem lucrar tomando uma atitude dessas e distribuindo o jogo gratuitamente? Uma rápida googlada nos indica uma série de “reviews iscas” para o game e alguns deles indicando o número de downloads efetuados até o momento em lojas não oficiais de apps para Androids. Preciso mesmo comentar sobre a visibilidade que a empresa ganha ao fazer esse tipo de ação? O lucro não está exatamente no jogo propriamente dito… :)

Enfim, temos aqui um bom exemplo de empresa “toda errada”. Infelizmente esse tipo de empresa existe aos montes por aí… vivem as custas da criação dos outros (qualquer semelhança em todas as outras áreas da vida, não passa de mera coincidência) e na verdade, eles não estão muito preocupados em demonstrar que fazem isso o tempo todo. Se até a Microsoft pode, porque eles não poderiam.

Muitos sabem que a questão da cópia faz parte da cultura chinesa… mas não pense nisso de forma pejorativa. Pelo dito popular, quando um produto é chinês a maioria já imagina “é cópia mal-feita de algum produto americano”. A questão é que você já parou pra pensar no porque os chineses copiam tanto os “nossos” produtos? Em uma conversa com um amigo nesse último fim de semana falamos sobre isso e ele comentou o que uma professora de seu MBA disse a respeito da “cultura de cópia” dos chineses e como desde cedo eles “aprendem a aprender” com os melhores. A forma encontrada por eles pra suprir essa necessidade de conhecimento é se espelharem no que de melhor conhecem e ao conseguirem copiar aquilo que acham bom e funcional, conseguem entender o funcionamento e a partir daí se acham livres para chegar onde querem chegar. Certo ou não, o fato é que com esse pensamento a China já é a 2ª maior economia do mundo

Com o excelente artigo “Why does China Copy Designs?” do Design Sojourn, podemos ter uma visão melhor sobre o assunto tratado no parágráfo acima e com esse outro do China Law Blog entendemos como uma empresa pode se precaver ao terceirizar a fabricação de seus produtos para a China.

Mas independentemente da cultura chinesa, ainda assim estamos sujeitos ao mau-caratismo de algumas empresas… Lao Kin Chong, manda abraços… ;)

A alguns dias comprei um jogo absurdamente viciante para iPhone. Era o Cut The Rope

(http://itunes.apple.com/us/app/cut-the-rope/id380293530?mt=8), desenvolvido pela ZeptoLab

(http://www.zeptolab.com). Não recebi nenhuma indicação de amigo para baixar o jogo, apenas o vi entre os top

10 da App Store e cliquei para ver reviews e fotos. Na mesma hora fiz a compra, afinal não é sempre que temos

praticamente uma unanimidade de 5 estrelas para mais de 100 mil opiniões… ;)

Como sempre faço com apps e games bacanas que compro, comecei a indicar para amigos e entre eles alguns que

possuiam Androids, apesar do jogo não ter sido lançado para a plataforma, disse para ficarem atentos, pois a

Chillingo (http://www.chillingo.com/sku.htm?sid=344), publisher do jogo, já havia deixado o recado na página

deles que uma versão Android estava a caminho (hoje não encontrei mais o aviso, talvez pelo motivo citado

nesse post).

Semana passada, uma amiga do trabalho (que tem Android, gostou do jogo e estava aguardando o mesmo) veio me

mostrar que finalmente o “Cut The Rope” havia sido lançado para o Android. Achei bacana e fui ver o app, mas

ao acessar vi diversas diferenças e a princípio imaginei que a ZeptoLab havia deixado o jogo na mão de outra

produtora pra fazer a portabilidade ao Android, mas voltei a tela inicial e peraí… Rope Cut???

Review: Domino Box (iPhone)

Sempre estou em busca de novos jogos e apps para iPhone e um dia desses um amigo me indicou o Domino Box. Como sempre faço antes de comprar algo, procuro vídeos e mais informações sobre os apps indicados. Gostei do que vi e principalmente gostei também da apresentação do game… gráficos simples, mas que logo de cara percebemos que tiveram cuidados especiais com os detalhes e  um bom site de divulgação e demonstração do app, coisa rara em apps nacionais.

Domino Box - Tela Inicial

Comprei… e não me arrependi. Já perdi algumas horas jogando-o, mas daí entra um dos principais problemas que encontrei, a falta de conexão com outros iPhones via Bluetooth. Para se jogar com mais pessoas é preciso dividir a tela de jogo, no caso do iPhone, é preciso trocar o aparelho de mãos sempre que finalizar uma jogada. Na imagem abaixo é mostrada a tela com a frase “Player 1 – Toque para jogar” aguardando a movimentação do próximo jogador. Não chega a ser ruim, mas confesso que fiquei mal acostumado com alguns jogos que me permitem jogar via Bluetooth. No site de apresentação do game, os desenvolvedores deixam claro que em um próximo update esse recurso será disponibilizado.

Domino Box - Exemplo de jogada

Como é o jogo

A mecânica do jogo é bem simples, não vou comentar aqui sobre as regras do jogo de dominó, pois a grande maioria já deve conhecer, vou focar na forma de jogar… e as 3 imagens abaixo ilustram bem como ocorre a movimentação no jogo.

Domino Box - Exemplo de jogada

Ao selecionar uma pedra, o próprio jogo já apresenta o posicionamento que ela pode ocupar, caso seja possível jogar a pedra nas duas pontas, ambas ficarão em destaque.

Domino Box - Exemplo de jogada

Após a jogada efetuada a pedra ocupa o espaço selecionado e a vez passa a ser do adversário.

Domino Box - Exemplo de jogada

Um ítem que acredito que poderia ser melhorado é justamente a disposição das pedras na tela conforme elas vão se encaixando. Diferentemente de um dominó real quando não há mais espaços na mesa e os jogadores mudam a direção de posicionamento das pedras, no jogo para o iPhone isso não é possível o que faz com que tenhamos de rolar a tela para a esquerda ou direita devido ao acúmulo de peças na mesa.

Domino Box - Interface

Acredito que poderia ser acrescentado um movimento a mais onde o jogador poderia escolher o direcionamento da pedra (para quem já jogou os games da Zynga no Facebook, deve lembrar do conceito de rotação de objetos, que ao meu ver poderia ser aplicado aqui), junto com essa funcionalidade poderia ser acrescentado o zoom (pinça) para uma melhor visualização das pedras quando muitas estiverem na mesa (e até facilitar a contagem, para quem faz isso… ;) ). Enfim, são apenas opiniões que poderiam melhorar esse ítem. Como não participei do desenvolvimento não sei se foram aplicados testes de usabilidade no aplicativo e com isso chegaram a solução atual.

Mas independentemente disso, a diversão não é prejudicada. Ao menos comigo o fator replay continua ativado desde a compra (2 semanas atrás) e sempre que posso retorno ao jogo em andamento… :)

Dificuldade do jogo

O jogo não tem níveis de dificuldade a escolher, ela é default. Há momentos em que você está com “muita sorte” e todas as pedras se encaixam perfeitamente e não há chances para o computador. Com a técnica de contagem das pedras, simulei várias situações onde eu “facilitava” a vida do computador, mas ele teimava em jogar no local “mais difícil para ele”. Mas isso não significava que eu ganharia em seguida, ou seja, “fazia parte da estratégia da máquina”… ;) Claro que assim como qualquer outro jogo, é muito mais divertido jogar contra um amigo, mas nem sempre isso é possível.

Um amigo me apontou um “erro”, mas ao ver do que ele estava falando percebi que não chegava a ser um erro devido as regras do jogo escolhido. O computador baixou todas as peças dele e sobrou uma peça branca “na mão” de meu amigo (0:0 – Zero pra quem está acostumado a jogar dominó “de verdade”), mas o jogo acusou empate. Na cabeça dele não deveria ter dado empate, afinal ele sobrou com uma pedra na mão (mesmo que ela tenha sido zero) e o computador baixou todas as suas, ou seja, o computador ganhou. Mas isso seria válido para partidas em que você ganha o jogo ao baixar todas as pedras (maioria dos jogos “de verdade”), porém o modelo de jogo no app é o de 100 pontos (mínimo), ou seja, ao baixar todas as peças, você ganha os pontos da soma de todas as peças que sobraram na mão do aversário e assim vai até alguém completar primeiro os tais 100 pontos. Nesse caso específico, ninguém ganhou pontos, ocasionando o tal empate para o computador.

Enfim, nessa questão creio que o app está bem avançado. Acredito que todas as possibilidades de “quebra de regras” foram pensadas. Ao menos, pelo que conheço das regras de dominó (e eu nunca dispenso uma partida de boteco) não consegui “enganar o computador” por muito tempo.

Conectividade

O jogo é compatível com o GameCenter do iPhone e você poderá comparar resultados com seus amigos, além disso é possível compartilhar os mesmos via Twitter e Facebook. Faltou apenas a jogatina online e/ou via Bluetooth como citei acima. Mas essa última está prometida pelos desenvolvedores para a próxima versão.

Domino Box - Vencendo o jogo

Por fim, novamente digo que o app é uma excelente aquisição ainda mais por custar apenas US$0,99 na iTunes.

O Domino Box foi produzido pela designer Larissa Herbst (@larissaherbst) em conjunto com o desenvolvedor Renato Pessanha (@renatopessanha). É bom saber que cada vez mais temos dev´s brazucas criando jogos de qualidade e aparecendo para o mundo através da App Store… fico no aguardo da próxima atualização! ;)

Jogo Justo, apoie (corretamente) essa idéia!

Jogo Justo

Hoje, 29-01-2011, está sendo foi realizado o Dia do Jogo Justo. Mas o que seria esse dia? Trata-se de um dia simbólico de combate aos impostos altíssimos que os gamers brasileiros enfrentam ao comprar jogos por aqui. Simbólico porque alguns grandes varejistas que aderiram a campanha não entenderam as regras do jogo e usaram esse dia simplesmente para sua auto-promoção.

A idéia por trás do Jogo Justo é realmente válida e não interessa apenas aos gamers que consomem mensalmente produtos nesse mercado, mas sim a todos os brasileiros que sonham com produtos no Brasil a preços realmente justos. Uma iniciativa assim, caso traga resultados na forma como foi pensada, trará também benefícios a outros setores da economia brasileira.

Já participei de muitas discussões sobre o Jogo Justo em outros blogs e fóruns por aí. Há os que apoiam o projeto em sua totalidade, tem aqueles que são céticos e apesar de apoiarem “sabem” que o governo nunca concordaria com uma redução de impostos para “brinquedos e supérfluos” e há também os que pegam carona e apenas querem saber quando haverá uma nova promoção pra ver se conseguem comprar o jogo desejado.

Reduzir impostos não é uma coisa trivial e que vemos acontecer todos os dias, mas o governo sabe que com a redução o mercado se aquece, seja pra eletrodomésticos, seja pra carros e agora que seja pra games também! Para o caso dos games, talvez tenhamos um cenário um pouco mais simples (ou complicado, depende do ponto de vista), uma vez que hoje em dia os games recebem da Receita Federal a mesma classificação destinada aos “jogos de azar” e com isso temos aproximadamente 72% de impostos o que acaba fazendo com que eles sempre figurem em listas contendo os produtos que mais sofrem com impostos no Brasil.

Mas essa taxa que varia entre 60 e 80% não necessariamente é a taxa que representa uma venda oficial de games no Brasil. Entenda por oficial, todos os trâmites legais e necessários para se vender um produto importado em uma loja brasileira. E nesse caso, os impostos totais passam dos 160%! Assistam a reportagem do Gustavo Petró pela Globo News no vídeo abaixo ou leiam a matéria completa no G1 para mais detalhes sobre essa questão.

Com base nas informações acima e por me enquadrar no grupo dos maiores interessados no que diz respeito a redução de impostos para games, eu apoio, divulgo e incentivo cada vez mais o Jogo Justo, mas para que o projeto seja levado a sério precisamos principalmente que as empresas envolvidas o incentivem de forma séria e não utilizem a campanha #JogoJusto apenas para sua auto-promoção, como umas e outras andam fazendo por aí…

Jogo Injusto Walmart

Apoiar o Jogo Justo sim, mas vamos apoiar de forma enérgica, eficaz, inteligente e de preferência, sem segundas intenções… Manifestações negativas como as demonstradas acima no Twitter ou posts como o do Select Game, não são exatamente notícias que deveriam estar associadas ao projeto.

Saibam mais sobre o Jogo Justo no site do projeto. Aproveitem para seguir o perfil @jogojusto no Twitter e acompanhar a hashtag #JogoJusto.

Update em 30-01-2011:

A repercussão relacionada ao Jogo Justo chegou ao Jornal Nacional. Isso é uma grande vitória para a campanha, pois dessa forma a discussão é aberta a nível nacional e não fica restrita a um determinado nicho. Assista ao vídeo com a reportagem abaixo ou leia a matéria no site do JN.

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