Posts com a seguinte categoria: ‘ Apple

iTunes, AppleTV e a organização de seus arquivos…

Para usuários de Mac de longa data o iTunes é um aplicativo que faz parte da história (2001 manda lembranças). Muito antes dele ser o software oficial e obrigatório para a sincronização de arquivos entre iPod’s, iPad’s e iPhone’s. Para estes usuários, o rumo tomado pelo iTunes foi natural ao longo do tempo e ele pode ser considerado o ponto-chave da estratégia da Apple em tornar o computador pessoal em um “hub digital”, mas esse assunto fica para outro post, o foco agora é organização de arquivos no iTunes e a importância disso para uma correta visualização em seus devices, como por exemplo, a AppleTV.

Boa parte dos usuários Windows reclamam do fato de que para se ter um “iDevice” é necessário também a instalação do aplicativo iTunes na máquina, afinal ele será o centralizador de tudo a partir de sua aquisição. E essa mesma maioria reclama do software justamente por já estar acostumado a usar algum outro player, e ao migrar de software encontra algumas dificuldades comuns a todos os usuários que efetuam uma troca do gênero.

Antes de qualquer explicação, vamos entender o conceito do iTunes. A maioria absoluta dos players no mercado (desde os tempos do winamp) organiza seus arquivos de acordo com o nome dado ao arquivo (Banda ABC – Música XYZ.mp3, por exemplo), mas o iTunes não leva em consideração o nome de seus arquivos. Para ele, o mais importante é o tagueamento ID3. Isso exige um maior grau de organização do usuário. Caso você esteja importando um CD, talvez você não tenha problemas com o ID3 das músicas, pois o iTunes atualiza automaticamente as informações baseadas no CDDB, mas se está organizando sua biblioteca antiga recentemente importada ao iTunes, pode sim, ter alguns problemas devido a ausência ou preenchimento incorreto dos ID3 das músicas.

Uma vírgula incorreta pode significar a separação de músicas do mesmo álbum em pastas diferentes. Por exemplo, imagine que você tenha diversos álbuns da banda AC/DC em sua biblioteca, mas alguns arquivos possuem o nome AC-DC (com hífen) e outro AC/DC (com barra). O iTunes organizará o conteúdo em pastas diferentes. Ou então quando você baixa arquivos de diferentes fontes. Supondo que baixou alguns álbuns da cantora Alanis Morissette e em algumas dessas fontes o nome dela veio como Alanis Morissete (Morissette com apenas 1T). Nesse caso você também terá pastas diferentes para a mesma cantora. Ao corrigir o ID3 das músicas, o iTunes automaticamente realocará os arquivos em suas pastas corretas.

Em tempo: O preenchimento correto do ID3 é fundamental não apenas para o iTunes. Uma vez efetuado o preenchimento, as informações se tornam um metadado universal de seu arquivo MP3. Em qualquer local ou dispositivo ele será reconhecido e lido da forma como originalmente foi escrito e você sempre terá uma biblioteca limpa e atualizada.

Felizmente essa edição pode ser feita no próprio software, selecionando a música, clicando com o botão direito e indo em Obter Informações (aba Informações). Os principais ítens a serem preenchidos são: Nome da Música, Artista e Álbum, os demais ítens são importantes quando a música faz parte de uma coletânea, por exemplo. Você pode organizar múltiplos arquivos de uma vez, para isso basta selecioná-los e efetuar o mesmo processo citado acima. A inclusão de uma capa também é bem simples (para um ou vários arquivos), bastando que você arraste o arquivo de imagem para o campo CAPA, caso tenha selecionado apenas uma música, haverá uma aba CAPA para ser escolhida. Eu particularmente prefiro editar diretamente no iTunes usando o método mencionado, mas há quem prefira outras alternativas. Como não utilizo nenhum software no Mac, então não tenho nenhum para recomendar, mas alguns amigos que utilizam Windows, recomendam um chamado ID3 TagIT.

Há também uma decisão importante ao organizar a sua biblioteca. Como você deseja organizar suas pastas de arquivos? (aquelas onde ficarão seus arquivos .MP3). Entrando no menu Preferências > Avançado você deve ver algumas opções como na imagem abaixo.

iTunes - Preferências de Organização de Arquivos

Há duas opções importantes a serem selecionadas. A primeira é se deseja “Manter a pasta iTunes Media organizada” e a segunda é se deseja “Copiar arquivos para a pasta iTunes Media ao adicioná-los à biblioteca“. RECOMENDO manter ambos selecionados. Dessa forma, sempre que você arrastar qualquer música (de qualquer origem) para a janela do iTunes, ele automaticamente fará uma cópia do arquivo para a pasta iTunes Media e organizará o mesmo de acordo com as indicações ID3 presentes no arquivo.

Com relação a organização da pasta iTunes Media pelo iTunes, essa é a estrutura de arquivos gerada por ele:

Estrutura de arquivos da pasta iTunes Media

Desde a versão 9 do iTunes as pastas dentro de iTunes Media são organizadas como na imagem acima. Veja no site da Apple mais algumas informações relevantes sobre a organização de arquivos da pasta iTunes Media.

Eu sou particularmente chato com relação aos meus ID3′s. Ainda não tenho todos os meus arquivos tagueados corretamente, mas a maioria deles estão como a representação abaixo. Tirei um print do mesmo arquivo selecionado tanto no iTunes, quanto na estrutura de pastas (que o próprio iTunes organizou). Clique nas imagens abaixo para ampliar.

Print - iTunes Library   Print - iTunes Library - Organização de Arquivos

Se você não tiver seus ID3 preenchidos em seus arquivos, trabalhar com o iTunes pode se tornar um verdadeiro caos. Originalmente o iTunes prioriza quem faz a compra de seus arquivos musicais através da iTunes Store (algo absolutamente normal quando 70% de todas as músicas compradas online no mundo, provém a partir de sua própria loja) ou então ripa seus próprios CD’s de música. Isso não significa que você não pode baixar seus MP3 “pirateados” de algum outro site, é que apenas através destas duas formas, seus ID3 estarão corretamente preenchidos. Ao baixar qualquer música da internet, você está a mercê de como o cara que criou estes arquivos preencheu os ID3 e dessa forma, você poderá ter N variações e preenchimentos incorretos, fazendo com que você tenha ao menos o trabalho de preencher o ID3 corretamente, caso queira visualizar sua biblioteca de forma organizada.

O iTunes é um software bem completo no que diz respeito a suas funcionalidades de player e organizador de arquivos. Observando a página de A a Z da Apple sobre o iTunes é difícil encontrar alguma funcionalidade que o aplicativo já não faça nativamente. De qualquer forma sempre vai existir algo que um determinado usuário precisa (e que pode não ser tão importante para outro usuário), mas que não está presente no aplicativo. Como a maioria absoluta dos aplicativos para Mac permitem o acréscimo de funções via AppleScripts, o iTunes não fica de fora dessa lista. Sendo assim, recomendo uma pesquisa no Doug’s AppleScripts for iTunes, onde é possível baixar uma série de extensões (até o momento, quase 500 funcionalidades extras) para o iTunes for Mac (se você for um usuário Windows, também há uma sessão específica com algumas funcionalidades extras, mas infelizmente não conheço quem já tenha usado alguma, se você já utilizou, deixe seu feedback nos comentários abaixo).

E se você continua com problemas para organizar seus arquivos, saiba que não é o único no mundo. Antes de “descer o malho” no software “por que ele não faz aquilo que EU gostaria da forma como EU gostaria“, tente entender o que pode estar sendo feito de errado ou então peça ajuda como foi feito aqui ou aqui, sempre haverá alguém disposto a ajudar (sinta-se a vontade com os comentários abaixo). :)

Veja o vídeo abaixo que demonstra na prática como eu organizo meus arquivos e como o iTunes me ajuda neste processo:

 

 

Visualizando seus arquivos no AppleTV…

Falamos de organização de arquivos, mas e a visualização de tudo isso no AppleTV, como fica? O vídeo apresentado abaixo é a continuação do exibido acima. Há uma explicação sucinta sobre o que é exatamente o AppleTV para quem não o conhece ainda, mas o destaque fica por conta da exibição da biblioteca de arquivos, cuja organização está diretamente ligada ao que falamos logo acima.

 

 

Enfim, a organização de seus arquivos é de importância vital para a correta visualização dos mesmos em seus diversos “iDevices”. Sem a correta organização dos ID3, não é apenas o que aparece no iTunes que ficará desorganizado, tudo o que for visualizado no iPod, no iPad, no iPhone e na AppleTV e que dependa de sua biblioteca do iTunes ficará também desorganizado. Usuários Windows podem até reclamar que o iTunes é lento em suas máquinas (no Windows, de fato ele é lento), mas em termos de organização de conteúdo, justamente devido ao conceito de ID3, ele é imbatível. Basta ser organizado.

Então mãos a obra. Está esperando o quê para começar a organizar decentemente seus ID3? ;)

Rovio e sua máquina de fazer dinheiro, apresenta… Angry Birds Rio!

E não é que a a Rovio atacou novamente? Dessa vez com Angry Birds Rio. Devo confessar minha admiração por essa desenvolvedora, ela conseguiu um feito que todas as outras buscam, tornar seus jogos ícones mundialmente famosos e licenciar produtos para todas as idades a partir de seus personagens… o resultado disso pode ser traduzido pelo som da caixa registradora da empresa que não deve parar um instante. ;)

Em janeiro de 2011 a Rovio anunciou que lançaria Angry Birds Rio em março deste mesmo ano. Em uma parceria perfeita (e até certo ponto inédita) com a 20th Century Fox, ambas empresas conseguiram associar a marca de seus lançamentos de forma que parecesse um casamento perfeito. Enquanto em um trecho do filme há uma menção a Angry Birds divulgando ainda mais a marca dos “passáros raivosos”, o novo jogo dos passarinhos trás uma excelente forma de divulgação do novo filme, com os elementos originais do jogo modificados para se enquadrarem perfeitamente a sua história. Veja os dois vídeos abaixo:

 

 

Tenho certeza absoluta que esse tipo de ação será mais frequente daqui pra frente, mas o grande diferencial nesse caso é a natural adaptação entre as mídias que partiu do conceito original de suas histórias (jogo e filme) e com pequenas modificações no jogo original e uma ampla visão de mercado dos produtores, a possibilidade bateu a porta.

Falando um pouco sobre Angry Birds Rio, o jogo…

A mecânica do jogo é exatamente a mesma apresentada no Angry Birds original, porém como dito acima, alguns elementos foram adaptados e vão de encontro a temática do filme. A tela inicial já nos dá a nítida impressão da fusão entre as mídias…

Angry Birds Rio - iPhone - Tela inicial

O jogo foi dividido em uma série de níveis contendo cada um 60 fases diferentes que desafiam o jogador, a princípio apenas as duas primeiras fases estão disponíveis aos jogadores e como sugere a tela abaixo, as demais fases serão liberadas apenas no decorrer do ano, conforme a imagem abaixo.

Angry Birds Rio - iPhone - Futuras atualizações...

Com esse tipo de jogada a Rovio mantém os seus jogadores interessados em seu jogo durante um bom tempo. Essa é a fórmula dos games atuais, eles não precisam ser distribuídos 100% finalizados ao consumidor (mesmo que o jogo já esteja pronto), guarde surpresas e faça atualizações periódicas e com isso a cada nova atualização obtenha milhões de downloads e mídia espontânea gerada por todos os usuários a cada nova atualização. Taí o segredo da Rovio… manter o seu jogo na mídia o máximo de tempo possível.

A primeira fase trás de cara surpresas bem agradáveis aos fãs da série. Esqueçam os porcos e vejam pássaros engaiolados tão carismáticos quanto os personagens anteriores. Em tempos em que tudo é, de certa forma, tratado como politicamente correto, nada melhor do que ajudar os passarinhos a fugirem de suas gaiolas.

Angry Birds Rio - iPhone - Gráficos melhorados

Touché! Anote mais 3 estrelas para a Rovio por isso… :)

Angry Birds Rio - iPhone - Level completed!

A segunda fase que já está liberada é menos politicamente correta, ou melhor, nada politicamente correta com relação a anterior (me devolva aqui as 3 estrelas… rs). A idéia aqui é fazer os micos cairem de seus pedestais. Derrube-os e alcance a glória, simples assim… ;)

Angry Birds Rio - iPhone - Derrubando macacos...

E aqui a Rovio mostra que sabe o que é preciso para um jogo fazer sucesso. Os gráficos não são simplórios… o game precisa ser simples o suficiente para agradar o público de todas as idades, mas os gráficos e animações não precisam seguir essa linha. Pelo contrário, as caras e bocas que os micos fazem enquanto caem são simplesmente hilárias e com isso sentimos “prazer” em derrubar os lindos macaquinhos do topo das colunas. Claro que o som faz seu show a parte. E é esse um dos principais segredos desse jogo, personagens carismáticos, excelentes gráficos e som devidamente tratado como rei. Mais 3 estrelas aqui, por favor…

Angry Birds Rio - iPhone - Queda dos macacos...

Claro que o jogo não atingiria tantas pessoas se o mesmo não fosse disponibilizado para N plataformas e por enquanto o Angry Birds Rio pode ser encontrado nos seguintes locais e para as seguintes plataformas… iPhone/iPod touch (US$0,99), iPad (HD – US$3,99), Android (Free) e na Mac App Store (US$4,99).

Enquanto o filme não estréia oficialmente por aqui (a estréia brasileira está prevista para 08/04/2011 e a mundial para 15/04/2011), assistam ao trailer no vídeo abaixo e assim como eu, aguardem ansiosamente a estréia… ;)

 

Mais sobre RIO, o filme: http://www.rio-ofilme.com.br

Review: Domino Box (iPhone)

Sempre estou em busca de novos jogos e apps para iPhone e um dia desses um amigo me indicou o Domino Box. Como sempre faço antes de comprar algo, procuro vídeos e mais informações sobre os apps indicados. Gostei do que vi e principalmente gostei também da apresentação do game… gráficos simples, mas que logo de cara percebemos que tiveram cuidados especiais com os detalhes e  um bom site de divulgação e demonstração do app, coisa rara em apps nacionais.

Domino Box - Tela Inicial

Comprei… e não me arrependi. Já perdi algumas horas jogando-o, mas daí entra um dos principais problemas que encontrei, a falta de conexão com outros iPhones via Bluetooth. Para se jogar com mais pessoas é preciso dividir a tela de jogo, no caso do iPhone, é preciso trocar o aparelho de mãos sempre que finalizar uma jogada. Na imagem abaixo é mostrada a tela com a frase “Player 1 – Toque para jogar” aguardando a movimentação do próximo jogador. Não chega a ser ruim, mas confesso que fiquei mal acostumado com alguns jogos que me permitem jogar via Bluetooth. No site de apresentação do game, os desenvolvedores deixam claro que em um próximo update esse recurso será disponibilizado.

Domino Box - Exemplo de jogada

Como é o jogo

A mecânica do jogo é bem simples, não vou comentar aqui sobre as regras do jogo de dominó, pois a grande maioria já deve conhecer, vou focar na forma de jogar… e as 3 imagens abaixo ilustram bem como ocorre a movimentação no jogo.

Domino Box - Exemplo de jogada

Ao selecionar uma pedra, o próprio jogo já apresenta o posicionamento que ela pode ocupar, caso seja possível jogar a pedra nas duas pontas, ambas ficarão em destaque.

Domino Box - Exemplo de jogada

Após a jogada efetuada a pedra ocupa o espaço selecionado e a vez passa a ser do adversário.

Domino Box - Exemplo de jogada

Um ítem que acredito que poderia ser melhorado é justamente a disposição das pedras na tela conforme elas vão se encaixando. Diferentemente de um dominó real quando não há mais espaços na mesa e os jogadores mudam a direção de posicionamento das pedras, no jogo para o iPhone isso não é possível o que faz com que tenhamos de rolar a tela para a esquerda ou direita devido ao acúmulo de peças na mesa.

Domino Box - Interface

Acredito que poderia ser acrescentado um movimento a mais onde o jogador poderia escolher o direcionamento da pedra (para quem já jogou os games da Zynga no Facebook, deve lembrar do conceito de rotação de objetos, que ao meu ver poderia ser aplicado aqui), junto com essa funcionalidade poderia ser acrescentado o zoom (pinça) para uma melhor visualização das pedras quando muitas estiverem na mesa (e até facilitar a contagem, para quem faz isso… ;) ). Enfim, são apenas opiniões que poderiam melhorar esse ítem. Como não participei do desenvolvimento não sei se foram aplicados testes de usabilidade no aplicativo e com isso chegaram a solução atual.

Mas independentemente disso, a diversão não é prejudicada. Ao menos comigo o fator replay continua ativado desde a compra (2 semanas atrás) e sempre que posso retorno ao jogo em andamento… :)

Dificuldade do jogo

O jogo não tem níveis de dificuldade a escolher, ela é default. Há momentos em que você está com “muita sorte” e todas as pedras se encaixam perfeitamente e não há chances para o computador. Com a técnica de contagem das pedras, simulei várias situações onde eu “facilitava” a vida do computador, mas ele teimava em jogar no local “mais difícil para ele”. Mas isso não significava que eu ganharia em seguida, ou seja, “fazia parte da estratégia da máquina”… ;) Claro que assim como qualquer outro jogo, é muito mais divertido jogar contra um amigo, mas nem sempre isso é possível.

Um amigo me apontou um “erro”, mas ao ver do que ele estava falando percebi que não chegava a ser um erro devido as regras do jogo escolhido. O computador baixou todas as peças dele e sobrou uma peça branca “na mão” de meu amigo (0:0 – Zero pra quem está acostumado a jogar dominó “de verdade”), mas o jogo acusou empate. Na cabeça dele não deveria ter dado empate, afinal ele sobrou com uma pedra na mão (mesmo que ela tenha sido zero) e o computador baixou todas as suas, ou seja, o computador ganhou. Mas isso seria válido para partidas em que você ganha o jogo ao baixar todas as pedras (maioria dos jogos “de verdade”), porém o modelo de jogo no app é o de 100 pontos (mínimo), ou seja, ao baixar todas as peças, você ganha os pontos da soma de todas as peças que sobraram na mão do aversário e assim vai até alguém completar primeiro os tais 100 pontos. Nesse caso específico, ninguém ganhou pontos, ocasionando o tal empate para o computador.

Enfim, nessa questão creio que o app está bem avançado. Acredito que todas as possibilidades de “quebra de regras” foram pensadas. Ao menos, pelo que conheço das regras de dominó (e eu nunca dispenso uma partida de boteco) não consegui “enganar o computador” por muito tempo.

Conectividade

O jogo é compatível com o GameCenter do iPhone e você poderá comparar resultados com seus amigos, além disso é possível compartilhar os mesmos via Twitter e Facebook. Faltou apenas a jogatina online e/ou via Bluetooth como citei acima. Mas essa última está prometida pelos desenvolvedores para a próxima versão.

Domino Box - Vencendo o jogo

Por fim, novamente digo que o app é uma excelente aquisição ainda mais por custar apenas US$0,99 na iTunes.

O Domino Box foi produzido pela designer Larissa Herbst (@larissaherbst) em conjunto com o desenvolvedor Renato Pessanha (@renatopessanha). É bom saber que cada vez mais temos dev´s brazucas criando jogos de qualidade e aparecendo para o mundo através da App Store… fico no aguardo da próxima atualização! ;)

Por que considero o Google Maps do iPhone/Android muito melhor que um GPS automotivo…

Que fique claro neste primeiro parágrafo que não sou contra o uso de GPS’s automotivos, muito pelo contrário, eles são bem úteis e práticos em muitos casos. O conteúdo abaixo relata a minha experiência de uso e o porquê de eu preferir usar o app Google Maps (nativo do iPhone/Android e que a partir de agora chamarei apenas de Maps) do que qualquer GPS automotivo (que daqui em diante será chamado apenas por GPS) em viagens por terras que desconheço.

Como alguns sabem, não possuo carro e nem pretendo possuir tão cedo (no meu caso por custos fixos completamente desnecessários, entre outros motivos que não convém citar agora). Sempre que vou a algum lugar um pouco mais distante e que normalmente envolve entretenimento, alugo um carro. Para quem nunca alugou um carro antes, saiba que entre os opcionais está sempre disponível um GPS por alguns reais a mais na diária do veículo, mas nunca fiz questão do aparelho por considerá-lo desnecessário no meu caso.

Vale ressaltar aqui que sempre tive facilidade em usar o Maps e nunca tive problemas com localização e/ou uso excessivo de dados (mesmo usando-o por muito tempo), logo nunca achei necessário pagar a mais por um recurso que eu já tinha em mãos.

Sempre vejo gente defendendo o uso do GPS por isso ou aquilo, assim como vejo gente defendendo o uso do Maps no iPhone, mas nunca vejo alguém demonstrando na prática o seu uso e o porquê de sua defesa. Então resolvi escrever esse post, com algumas informações, fotos e dados coletados em algumas viagens, explicando o meu ponto de vista e demonstrando na prática os motivos de minha escolha. Caso não concordem com algo ou achem que esqueci de algo, fiquem a vontade para usar o campo de comentários abaixo do post… ;)

OBS: Nas situações abaixo, sempre estarei falando em “nós”, pois estava em companhia da Ale (minha noiva-esposa).

Decidindo o destino ainda no hotel…

Aqui eu vejo a primeira vantagem em se utilizar o Maps. Ainda no hotel, na mesa do café, conseguimos decidir para onde ir, colhendo informações como a distância, tempo médio, cidades que passaremos no caminho e o que mais for relevante pra viagem “guiada”. Pra quem já usa o Maps cotidianamente no browser, fica fácil entender a facilidade e recursos disponíveis para encontrar e localizar determinados locais, pra quem ainda não tem familiaridade com o mesmo, visite esse overview da Apple e entenda melhor.

Google Maps - Localizando Pontos Tutísticos

Nesse caso, apesar da distância, decidimos por Canoa Quebrada, pois era um destino já definido ainda em São Paulo. Como vocês puderam notar na imagem acima, o Maps cumpriu bem o seu papel nos indicando a melhor rota disponível  para o destino que pesquisamos em ambos os casos (infelizmente, o Museu da Cachaça fica pra próxima viagem a Fortaleza :) ).

Fortaleza > Canoa Quebrada - Restando 46km

Dando um salto na viagem, na imagem acima exibo o print no Maps (sem zoom), com nossa localização (ponto azul) e o destino (ponto vermelho) com a indicação restante em 46,6km. A foto ilustra exatamente o local em que estávamos no mapa. E abaixo finalmente nossa chegada ao destino final. 2 horas e 40 minutos… 12 minutos depois do que previa o Maps quando ainda estávamos no hotel. No caminho, encontramos marcações exatas no mapa de alguns pontos como postos de gasolina (alguns desativados) e até mesmo feirinhas de artesanato locais.

Fortaleza - Canoa Quebrada

E na cidade? Como o Maps se comportou?

Na cidade o funcionamento do Maps foi tão bom quanto em locais afastados, além de um excelente guia ponto-a-ponto conforme já conhecemos e como é demonstrado na foto abaixo, cujo trajeto era o nosso hotel até a praia de Iracema (onde na orla há bons e reconhecidos restaurantes).

Maps - Centro de Fortaleza

Em um outro dia, enquanto estávamos a pé, resolvi fazer um teste com a busca de locais genéricos pela região, como “Pizzarias” e o resultado é mostrado na imagem abaixo, com destaque para a Coco Bambu que conhecemos e recomendamos.

Maps - Pizzarias no centro de Fortaleza

Mas e se você sair da rota? O Maps não vai te avisar e nem calcular o novo caminho, não é?

Eis um ponto que o GPS de fato trabalha melhor que o Maps, mas sinceramente? Não chega a ser um transtorno a falta desse recurso nativamente no Maps e no exemplo abaixo, acredite, até fomos ajudados pela falta do mesmo… ;) Foi um caso curioso onde no caminho para a Prainha havia uma placa adulterada que nos levava a Praia do Japão, ainda em desenvolvimento turístico e com uma série de caminhos sinuosos para chegar até lá. Na ocasião, tínhamos a rota da Prainha definida no Maps, mas ao encontrar a placa na estrada e como estávamos em movimento, não percebemos a adulteração (a foto abaixo foi tirada quando passamos novamente pelo local e parei no acostamento) e viramos seguindo a indicação na placa. Percebemos na hora, via Maps, que havíamos saído da rota. Se estivéssemos usando o GPS, ele faria o cálculo novamente e provavelmente não perceberíamos o erro. Mesmo assim resolvemos ir até a tal Praia do Japão no melhor espírito aventureiro. Chegando ao local e percebendo que apesar de uma estrutura inicial estar sendo construída, aquilo estava longe do que havíamos visto nos guias e sites de turismo falando sobre o local. Voltamos para o ponto de origem, tirei a foto e seguimos para a Prainha novamente… ;)

Placa adulterada sentido Prainha (Fortaleza)

Um outro recurso existente apenas no Maps e que não conseguimos na maioria dos GPS’s automotivos é a visualização aérea do local e a fácil manipulação do mapa com essa mesma visualização.

Maps - Fortaleza > Prainha - Vista Aérea

Não preciso dizer que esse recurso nos ajudou a identificar a “falsa” Prainha no exemplo acima, né? ;) O fato é que apesar do erro no caminho, 40 minutos após a saída do hotel estávamos em nosso destino… apenas 11 minutos depois do que o Maps nos informou no início da viagem e levando-se em consideração a mudança de rota no caminho…

Maps - Prainha - Vista Aérea e Local

Mas funciona em todos os lugares sem atualização ou inclusão de pacotes adicionais?

Sim. Exatamente isso, o que para alguns é uma desvantagem (ter o GPS atrelado ao Google Maps) para mim não só é uma vantagem como uma das principais vantagens com relação a um GPS.

Seguindo a idéia de usar casos de uso do Maps para exemplificar os motivos de achar melhor a sua utilização em detrimento ao GPS, abaixo incluo mais um exemplo, mas dessa vez em Santa Catarina, onde não tirei tantos prints como os acima, mas o Maps nos ajudou tanto quanto em Fortaleza e assim aconteceu também em outras cidades, como Natal e Floripa. Ou seja, em meu caso, até o momento não tive problemas com a não identificação dos locais via Google Maps que é normalmente usado como argumento a quem defente o GPS…

Ao visitar pela primeira vez Santa Catarina (cujo objetivo principal era ir ao Beto Carrero World e conhecer a Firewhip), ficamos em Itajaí que era próximo ao Aeroporto, porém passávamos quase todo o tempo em Balneário Camboriú. A situação aqui, se repetiu…

Google Maps - Itajaí > Balneário Camboriú

Em um determinado dia resolvemos ir a Blumenau e para isso também faríamos uso do Maps uma vez que não conhecíamos os caminhos. Além de nos ajudar a chegar em nosso destino, com o Maps, eu rapidamente conseguia consultar as cidades próximas e que estariam no caminho… com isso, fizemos um tour por cidades tão bacanas quando Blumenau, como Brusque, Gaspar e Ilhota.

Blumenau - Museu da Cerveja

Enfim…

Além dos exemplos acima, teria diversos outros pontos a favor do Maps:

- Bússola integrada ao Google Maps. Utilizando o acelerômetro do aparelho, basta girá-lo e identificarmos onde está o norte e qual é o sentido na rua que estamos seguindo;

- Nada de atualização de pacotes. Como cite acima, não dependemos de atualização de pacotes de cidades, pois as informações que ali estão são as mesmas presentes no Maps para desktop do Google.

- Utilização em qualquer local e não apenas no veículo. Dificilmente você levaria seu GPS para um passeio no ônibus, trem, metrô ou a pé… já o celular está sempre disponível para o seu uso, mesmo após estacionar o veículo.

E por aí vai… a lista vai longe para citar os pontos positivos que vejo para utilizar o Maps em detrimento do GPS.

Friso novamente que tudo o que citei acima é referente as minhas experiências de uso e como utilizo o recurso Maps do meu iPhone. Acredito que consegui demonstrar na prática o quanto me sinto familiarizado com o Maps e como um GPS não me faz falta alguma nas horas em que precisaria de um…

É bom lembrar também que cito o iPhone simplesmente por ser o aparelho que possuo, mas que muitos usuários de Android (e até alguns outros sistemas) também se sentem confortáveis com seus Google Maps nativamente instalados em seus aparelhos.

Espero que da próxima vez que resolver criticar o uso do Maps ao invés de um sistema de GPS automotivo, ao menos tenha passado pela experiência de uso do mesmo e caso o tenha feito, que tente entender que não existe apenas o seu umbigo no mundo e que as suas escolhas não necessariamente são as mesmas escolhas do outro, pois como demonstrei acima, SIM há pessoas que gostam e fazem uso constante do Maps sem qualquer problema ou “dor de cabeça”… :)

PS: Todas as fotos que ilustram nossas viagens foram tiradas com o próprio iPhone… duvido que seu GPS faria isso, ainda mais em HD… ;)

Review: Reckless Racing (iPhone)

Reckless Racing (iPhone)

Reckless Racing é um daqueles jogos que você baixa pro celular sem esperar muita coisa, mas se surpreende facilmente ao acessar um mero tutorial.

Antes de comentar qualquer coisa, preciso dizer que eu sou muito suspeito para falar desse tipo de jogo, pois sempre gostei desses “mundos miniaturizados” (talvez por isso goste tanto de jogos de estratégia e fotografias/animações tilt-shift). Isto posto, posso dizer com todas as palavras que esse jogo é extremamente viciante. Ao menos comigo o fator gameplay foi elevado ao máximo durante a jogatina e diria até que, atualmente, esse é o “meu jogo de cabeceira”.

Reckless Racing (iPhone)

Assim que começamos o jogo temos uma excelente surpresa por parte da desenvolvedora sueca Pixelbite. Há 5 modos diferentes de jogo, a saber: Standard (botões direcionais para esquerda e direita localizados a esquerda, mais acelerador e breque a direita), Tank (onde a aceleração é automática e você tem o botão de breque ao centro com os botão de direção um em cada lado da tela), Tilt (onde você tem apenas os botões de breque e acelerador, um em cada lado da tela e controla o veículo através do acelerômetro do iPhone), Half Wheel (meu preferido e é o que usei para os prints das telas nesse post, ao lado esquerdo você possui a metade de um volante e ao lado direito os botões de aceleração e breque) e por fim o Full Wheel (que como o nome diz é bem parecido com a versão anterior, mas com o volante por inteiro ao lado esquerdo. Mais fácil para dar cavalos-de-pau, mas na minha opinião mais difícil de controlar o carro).

Reckless Racing (iPhone)

Quanto aos modos de jogo, são basicamente 3 deles: Dirty Rally (onde você compete com outros 5 veículos), Hot Lap (em que você corre para tentar bater o seu próprio tempo) e Delivery (pra mim o mais bacana de todos… você tem um determinado tempo para pegar objetos em um ponto da pista e levá-los até outro ponto). Não são muitas opções de pistas, mas há bastante variação entre elas (asfalto, lama, neve, sentidos invertidos, etc.) e a princípio você pode escolher entre 6 veículos diferentes, podendo liberar novos carros com o decorrer das conquistas realizadas.

Reckless Racing (iPhone)

Os gráficos são bem detalhados e preparados para a Retina Display do iPhone 4 (não testei no Android ou iPad para saber como são), você percebe um certo serrilhamento, mas nenhum impeditivo para a jogatina. O jogo flui sem travamentos ou soquinhos.

Por fim, vale ressaltar um contra. Não gostei do multiplayer, pois ele possibilita apenas a jogatina via internet em servidores específicos. Não há a possibilidade de jogos locais, via Bluetooth, por exemplo.

Nota final? 9! Principalmente quando falamos de um jogo que sai por US$0,99 na iTunes Store.

PS: Assistam os vídeos abaixo e comparem o Reckless Racing pros celulares atuais com o lendário R.C. Pro Am do Nintendinho 8 bits… sempre que vejo isso, fico impressionado com o potencial que os devices atuais possuem e como éramos felizes com tão pouco naquela época… ;)

iTunes App Store… 10 bilhões de downloads!

iTunes App Store
Nesse exato momento a Apple está em contagem regressiva para ver quem será o geek felizardo que fará o download número 10.000.000.000 da App Store.

Assim como aconteceu com o download número 1 Bilhão (que na época foi feito por um garoto de 13 anos, morador de Connecticut, ao baixar o aplicativo Bump para troca de arquivos) a Apple dará de presente um iTunes Gift Card de US$10.000 a quem baixar o App número 10 Bilhões na App Store. A promoção é aberta a qualquer pessoa cadastrada legalmente na iTunes Store, portanto se você pretende participar da promoção, cuidado ao efetuar seus downloads a partir de uma conta argentina ou americana, pois legalmente você está fora das regras do concurso nesse caso.

iTunes Gift CardOs números da App Store demonstram que seu crescimento é exponencial. No fim de 2009 os downloads chegaram a pouco mais de 2 bilhões, já no início de 2010 o número de downloads atingia 3 bilhões e após 1 ano a Apple está na casa dos 10 bilhões. E você, já decidiu quando publicará seu app?

Leia as regras oficiais para mais detalhes.

Link direto para a promoção: http://www.apple.com/br/itunes/10-billion-app-countdown/

Update em 22-01-2011:

App Store - 10 Bilhões

Perdi a chance, pois estava dormindo… os 10 bilhões de downloads foram atingidos pouco depois das 8 da manhã de 22/01/2011. Em breve a Apple divulga o ganhador e o App baixado… ;)

Update em 01-02-2011:

O nome da ganhadora foi revelado pela Apple. O nome dela é Gail Davis e o app número 10.000.000.000 baixado por ela foi o Paper Glider que nada mais é do que um “game” para ver a que distância você consegue jogar um avião de “papel”. O app é free, mas na boa? Não vale nenhum centavo “não” gasto por ele… ;)

Mac App Store ou o que a Apple tem contra mídias?

Mac App Store - ©Apple Inc.

No último dia 06/01/2011, como previsto, a Apple lançou a nova Mac App Store. Para quem está acostumado com a iTunes Store, nenhuma novidade. Seu funcionamento é exatamente o mesmo, inclusive a forma como os softwares são apresentados e a busca pelos mesmos, além disso, você também não precisará criar um novo cadastro caso já possua o seu na iTunes Store, basta usar o mesmo login e senha para ter o acesso liberado.

Mas e aí, Manolo, o que eu ganho com isso? Pra quem usa Mac é uma puta mão na roda, pois agora você tem em um único lugar um índice com uma penca de softwares bacanas, incluindo aí vários que você (e eu) nem conhecia. Se algum deles te interessar, basta fazer a compra (exatamente como é feito com os apps pro iPhone), o valor é deduzido de seus créditos (caso utilize gifts cards) e o download se inicia. Prático e rápido. Com a Mac App Store instalada, há a vantagem de já saber quais softwares você possui sem ter de fazer nada, ela “automagicamente” identifica os que estão instalados em sua máquina e os mostra com a tag INSTALLED no lugar do valor do app.

Mac App Store - Apps Instalados

Bem bacana, mas como eu acesso? Basta fazer o update do Snow Leopard para a versão 10.6.6 e a loja já fica disponível para você no menu da maçã, conforme a imagem abaixo:

Mac App Store - Onde fica?

Mas nem tudo são flores. O Michel Lent levantou uma questão interessante em seu blog. Onde ficam os desenvolvedores independentes com isso tudo? Estaria a Apple criando uma forma de controlar o que entra e o que sai do desktop assim como já faz com o iPhone e iPod? Quem não quiser disponibilizar seu software na Mac App Store, não poderá mais desenvolver pra Mac?

Eu, sinceramente não creio nisso, pois o tio Jobs tem noção do que pode ou não ser um tiro no próprio pé e isso seria um dos grandes. Na verdade a idéia é outra, aproveitar o momento em que cada vez mais desenvolvedores passam a criar apps para iPhones e iPads e fazer com que esses tenham interesse também no desktop da maçã. Um banner disponível na página sobre a Mac App Store dá essa deixa também:

Mac App Store - Convocação aos desenvolvedores - ©Apple Inc.

Enfim, a loja está disponível em sua versão 1.0 e tem muito a crescer ainda. Mas sem dúvida alguma ela é um grande passo pra eliminação completa dos drives dos desktops da Apple. Minha aposta é que com esse lançamento, alguma das versões desktop da maçã sairá de fábrica sem drive ótico, cabendo ao usuário a opção ou não pela compra de um drive semelhante ao que já é vendido para o MacBook Air.

Se estou certo? Só nos resta aguarda até o próximo “One More Thing”.

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.