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Como comprar games no exterior?

Antes de dar a dica, deixa eu esclarecer alguns pontos…

  • Apesar dos passos abaixo se concentrarem apenas na loja britânica shopto.net, os mesmos podem ser utilizados em qualquer outra loja no exterior que envia produtos para o Brasil (todas as lojas possuem um link informando sobre países atendidos). A escolha pela ShopTo é meramente pessoal, pois é a loja em que mais faço pedidos;
  • Apesar de me concentrar apenas na compra de games, saiba que as dicas podem ser úteis para qualquer tipo de produto, mas se estiver pensando em importar dvd’s e blu-ray’s, não deixe de ler o guia de compras do Blog do Jotacê;
  • Não estou incentivando em hipotése alguma a sonegação de impostos. Apesar de achar os impostos nacionais absurdamente altos e defender o JogoJusto no Brasil, essa não é a intenção do artigo. Ao efetuar uma compra internacional saiba que você também estará sujeito a cobrança de todos os impostos de importação. A diferença é que você pode ou não ser taxado em suas compras (isso depende de uma série de fatores, como a localização da agência dos correios mais próxima da sua casa, o período do ano em que a compra foi efetuada, a situação econômica do país, o estado brasileiro em que sua encomenda desembarcou e até mesmo o humor do funcionário da receita que despachou o seu pedido… não há uma regra, simplesmente pode ou não acontecer), mas saiba que mesmo sendo taxado é bem provável que o custo final ainda assim deve ser bem menor do que se tivesse comprado por aqui, infelizmente;
  • Por fim, esse artigo supre a necessidade de explicar aos amigos interessados em comprar games no exterior, os atalhos e formas de conseguir fazer o mesmo. Muitos que me perguntam sobre como comprar no exterior, possuem as mesmas dúvidas (É seguro? Preciso de cartão internacional? Chega mesmo? E os impostos? etc…), achei melhor reunir essas informações em um único lugar facilitando assim a vida de todos.

Agora sim, vamos ao passo-a-passo.

Em primeiro lugar, respondendo a pergunta mais óbvia de todas, sim, será preciso um cartão de crédito internacional para efetuar suas compras internacionais. Parece estranho ter de responder isso, mas acreditem, há quem pergunte.

Em segundo lugar, caso não tenha ainda, recomendo efetuar um cadastro no PayPal e cadastrar todos os seus cartões que possivelmente você usaria em suas compras. Boa parte das lojas gringas (ShopTo é uma delas) aceitam como forma de pagamento o PayPal, dessa forma você evita cadastrar seu cartão em N lojas pelo mundo e ainda por cima, aumenta um nível de segurança para suas compras. Em tempo, ao cadastrar seus cartões no PayPal não esqueça de “confirmar/verificar” os mesmos no site. Isso é uma exigência de segurança para algumas lojas, aceitando apenas contas do PayPal cujos cartões foram verificados, além de ser também um sistema de segurança do próprio PayPal para garantir que o cartão cadastrado pertence realmente a pessoa que o cadastrou.

Eu particularmente só compro em lojas que aceitam PayPal. Não que eu não confie nas lojas gringas, muito pelo contrário, mas não custa nada nos precavermos de qualquer problema que possa ocorrer, ainda mais quando falamos de dinheiro e uma coisa tão pessoal como o cartão de crédito.

Ok, de posse de uma conta no PayPal vamos as compras…

Ao acessar o link da shopto.net, você deverá ver uma tela como a exibida abaixo:

ShopTo.net - Paraíso dos games no exterior

Logo de cara, recomendo alterar o valor de Euros para Libras Esterlinas (bandeirinhas abaixo do campo de login) por dois motivos. Primeiro porque a conversão em Reais é mais barata e você vai me agradecer por isso e segundo porque o PayPal não se dá muito bem com Euros, ao menos na minha conta, sempre dá algum tipo de erro.

Feito isso, a compra é feita exatamente da mesma forma que qualquer compra realizada em sites nacionais… Se tem cadastro, faça login, se não tem, crie um (utilize o mesmo endereço que cadastrou no PayPal). Escolha seus jogos e/ou acessórios, vá para o carrinho e finalize a compra. A imagem abaixo mostra o passo-a-passo desse parágrafo.

ShopTo.net - Passo-a-passo para comprar

Atenção para o frete! Atualmente o ShopTo oferece 2 tipos. £2,50 que não possui código de rastreamento e £7,08 que possui. Mesmo sendo bem mais caro, opte pelo envio com código de rastreamento, pois assim em caso de extravio ficará mais fácil reclamar e ter o seu pedido atendido. O ShopTo é uma empresa confiável, mas a partir do momento que o produto é enviado ele passa na mão de diversas empresas até chegar na sua casa e no meio do caminho ele pode simplesmente “sumir”. Comigo nunca aconteceu, mas conheço alguns amigos que tiveram esse tipo de problema. Todos foram solucionados pela ShopTo, mas não custa evitar a fadiga, quer dizer, nesse caso custa pouco… ;)

Após selecionar a forma de pagamento, caso tenha optado pelo PayPal, aparecerá a tela de checkout. A partir daí os passos deverão ser como os exibidos na imagem abaixo…

ShopTo.net - Passo-a-passo para concluir pagamento via PayPal

Pronto… agora é só aguardar e torcer para que o jogo não seja taxado fazendo com que você pague 3 ou 4x menos que o valor cobrado por aqui. ;)

Mas e seu eu for taxado, o que acontece? Nesse caso, ao invés de receber o jogo, você receberá um recibo dos correios informando que o seu jogo está localizado na agência mais próxima do endereço de entrega. Basta levar esse recibo, pagar o valor discriminado no mesmo (normalmente é 60% do valor do pedido, mas no caso da ShopTo, como vem sem nota, a receita federal costuma cobrar um valor default e abaixo do de mercado) e retirar o game na mesma hora.

No passo-a-passo acima faltou falar uma dica importante e que poucos conhecem. Para calcular o valor do câmbio do dia, você pode recorrer diretamente ao Google. Basta digitar a conversão que deseja, como no exemplo da imagem abaixo: “26 libras esterlinas em reais” e o oráculo faz o trabalho pra você… (lembrando que o valor pode sofrer variações, pois o fechamento da fatura do cartão não é o mesmo do fechamento do pedido).

ShopTo - Calcular taxa de câmbio no google

Agora não há mais desculpas para comprar aquele jogo bacana que há tempos você estava esperando por uma redução de preço.

Para finalizar o post, deixo aqui algumas dicas extras:

  • Os jogos comprados na ShopTo são europeus, há vantagens e desvantagens nesse caso. Em alguns casos, você poderá contar com legendas em PT-PT, por exemplo que não existem em jogos lançados no Brasil (que são americanos), porém fique atento a jogos que possuem DLC`s. Caso você queira atualizar o seu jogo futuramente terá de obter a atualização em uma conta européia na PSN. Se não quiser se preocupar com isso, recomendo uma ótima loja americana que é a eStarland (só demora um pouco mais pra chegar, mas a loja é super confiável e também aceita PayPal).
  • Para acompanhar seus pedidos na ShopTo, basta entrar nos detalhes de sua conta e clicar na opção para exibir as compras efetuadas. Lá você verá o código dos correios para fazer o tracking. Recomendo cadastrá-lo no Muambator.com.br para não ter de ficar entrando toda hora nos sites dos correios. Sempre que houver alteração de status, você recebe um e-mail informando. Para donos de iPhone, há também o app Pacotes, que se associa a sua conta do Muambator e torna o acompanhamento bem mais simples;
  • E por fim, uma dica bacana para quem quer comprar créditos para a conta da PSN a um custo baixo. Utilizem o site CardsCodes.com que oferece uma infinidade de cartões pré-pagos para diversos serviços pelo mundo. Comprando via PayPal a liberação dos códigos é em menos de 1 hora e você recebe os mesmos em seu e-mail.

Espero ter ajudado… Boas Compras!

14 de Fevereiro – Valentine’s Day

Taí mais uma data que o comércio nacional está adotando como mundial/internacional para estimular as vendas entre os “propensos a gastar”.

Valentine's Day ou simplesmente, Novo Dia dos Namorados

Desde (aproximadamente) 1950 o Brasil comemora o Dia dos Namorados no dia 12 de Junho… antes disso a data era inexistente no Brasil e um dos principais responsáveis pelo início da comemoração dela no país foi o publicitário João Dória (sim, o pai do atual patrão de “O Aprendiz”). Tudo porque as lojas Clipper (criada em 1941 nos moldes dos grandes magazines e de propriedade de parte dos donos das lojas Garbo) queria uma campanha que alavancasse as vendas do setor no meio do ano. Aproveitando o fato de que em 13 de Junho é comemorado o dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, João Doria “estipulou” que no dia anterior, 12 de Junho, seria comemorado o nosso Valentines’s Day ou o Dia dos Namorados.

E a campanha não poderia ser melhor… “Não é só de beijos que se prova o amor”. As lojas Clipper não conseguiram aproveitar por muito tempo a campanha criada e assim como outros grandes magazines da época, fechou as portas, mas sua invenção beneficiou todos os demais comerciantes no Brasil, fazendo com que o dia dos Namorados se tornasse o 3º feriado comercial mais lucrativo no Brasil, perdendo apenas para o Natal e o dia da Mães (esse último, também criação do Dória).

Daí pergunto… se temos o dia 12 de Junho como o 3º feriado comercial mais lucrativo no país, por que precisamos comemorar também o Valentine’s Day? A questão é que não precisamos, mas vai tentar convencer seu(ua) namorado(a) de que ele(a) não precisa ganhar mais chocolates e flores nesse dia? ;)

Valentine's Day - Giuliana Flores

Valentine's Day - Flores Online

O comércio já fez sua parte trazendo o Valentine’s Day com tudo para o Brasil e com isso criando mais uma necessidade consumista na cabeça de todAs. Mas diferentemente do que muitos pensam, esse não é um feriado criado nos EUA, eles com certeza são os que mais incentivam o comércio e troca de presentes nesse dia, mas originalmente o feriado é europeu. A data foi escolhida em homenagem a São Valentim e como não poderia ser diferente, o Valentine’s Day se originou a partir de uma história de amor.

Entre todas as formas de comemorações no mundo, de longe, a mais curiosa é o Dia dos Namorados no Japão, onde se comemoram em 2 datas… as mulheres dão presentes em 14/02 e os homens em 14/03, mas a curiosidade reside na questão do valor, onde os homens precisam retribuir com um presente de valor superior. Dar um presente de valor igual ou inferior ao recebido da mulher é considerado ofensa e é praticamente o mesmo que cortar relações… (consultei a esposa do amigo @wdoi que é japonesa e confirmou o fato). Coitados de nós, homens brasileiros, se essa prática fosse adotada por aqui… ;)

Bom, apesar de não achar bacana tantas datas consumistas, não sou eu que vou iniciar uma revolução contra elas. Dentro de algumas horas, a patroa deverá receber o seu presente (como sei que ela não vai ler isso aqui, não tem problema comentar a “surpresa”)… mas como retribuição, ela bem que poderia comprar esse gloss da Heineken… heim? ;)

Review: Domino Box (iPhone)

Sempre estou em busca de novos jogos e apps para iPhone e um dia desses um amigo me indicou o Domino Box. Como sempre faço antes de comprar algo, procuro vídeos e mais informações sobre os apps indicados. Gostei do que vi e principalmente gostei também da apresentação do game… gráficos simples, mas que logo de cara percebemos que tiveram cuidados especiais com os detalhes e  um bom site de divulgação e demonstração do app, coisa rara em apps nacionais.

Domino Box - Tela Inicial

Comprei… e não me arrependi. Já perdi algumas horas jogando-o, mas daí entra um dos principais problemas que encontrei, a falta de conexão com outros iPhones via Bluetooth. Para se jogar com mais pessoas é preciso dividir a tela de jogo, no caso do iPhone, é preciso trocar o aparelho de mãos sempre que finalizar uma jogada. Na imagem abaixo é mostrada a tela com a frase “Player 1 – Toque para jogar” aguardando a movimentação do próximo jogador. Não chega a ser ruim, mas confesso que fiquei mal acostumado com alguns jogos que me permitem jogar via Bluetooth. No site de apresentação do game, os desenvolvedores deixam claro que em um próximo update esse recurso será disponibilizado.

Domino Box - Exemplo de jogada

Como é o jogo

A mecânica do jogo é bem simples, não vou comentar aqui sobre as regras do jogo de dominó, pois a grande maioria já deve conhecer, vou focar na forma de jogar… e as 3 imagens abaixo ilustram bem como ocorre a movimentação no jogo.

Domino Box - Exemplo de jogada

Ao selecionar uma pedra, o próprio jogo já apresenta o posicionamento que ela pode ocupar, caso seja possível jogar a pedra nas duas pontas, ambas ficarão em destaque.

Domino Box - Exemplo de jogada

Após a jogada efetuada a pedra ocupa o espaço selecionado e a vez passa a ser do adversário.

Domino Box - Exemplo de jogada

Um ítem que acredito que poderia ser melhorado é justamente a disposição das pedras na tela conforme elas vão se encaixando. Diferentemente de um dominó real quando não há mais espaços na mesa e os jogadores mudam a direção de posicionamento das pedras, no jogo para o iPhone isso não é possível o que faz com que tenhamos de rolar a tela para a esquerda ou direita devido ao acúmulo de peças na mesa.

Domino Box - Interface

Acredito que poderia ser acrescentado um movimento a mais onde o jogador poderia escolher o direcionamento da pedra (para quem já jogou os games da Zynga no Facebook, deve lembrar do conceito de rotação de objetos, que ao meu ver poderia ser aplicado aqui), junto com essa funcionalidade poderia ser acrescentado o zoom (pinça) para uma melhor visualização das pedras quando muitas estiverem na mesa (e até facilitar a contagem, para quem faz isso… ;) ). Enfim, são apenas opiniões que poderiam melhorar esse ítem. Como não participei do desenvolvimento não sei se foram aplicados testes de usabilidade no aplicativo e com isso chegaram a solução atual.

Mas independentemente disso, a diversão não é prejudicada. Ao menos comigo o fator replay continua ativado desde a compra (2 semanas atrás) e sempre que posso retorno ao jogo em andamento… :)

Dificuldade do jogo

O jogo não tem níveis de dificuldade a escolher, ela é default. Há momentos em que você está com “muita sorte” e todas as pedras se encaixam perfeitamente e não há chances para o computador. Com a técnica de contagem das pedras, simulei várias situações onde eu “facilitava” a vida do computador, mas ele teimava em jogar no local “mais difícil para ele”. Mas isso não significava que eu ganharia em seguida, ou seja, “fazia parte da estratégia da máquina”… ;) Claro que assim como qualquer outro jogo, é muito mais divertido jogar contra um amigo, mas nem sempre isso é possível.

Um amigo me apontou um “erro”, mas ao ver do que ele estava falando percebi que não chegava a ser um erro devido as regras do jogo escolhido. O computador baixou todas as peças dele e sobrou uma peça branca “na mão” de meu amigo (0:0 – Zero pra quem está acostumado a jogar dominó “de verdade”), mas o jogo acusou empate. Na cabeça dele não deveria ter dado empate, afinal ele sobrou com uma pedra na mão (mesmo que ela tenha sido zero) e o computador baixou todas as suas, ou seja, o computador ganhou. Mas isso seria válido para partidas em que você ganha o jogo ao baixar todas as pedras (maioria dos jogos “de verdade”), porém o modelo de jogo no app é o de 100 pontos (mínimo), ou seja, ao baixar todas as peças, você ganha os pontos da soma de todas as peças que sobraram na mão do aversário e assim vai até alguém completar primeiro os tais 100 pontos. Nesse caso específico, ninguém ganhou pontos, ocasionando o tal empate para o computador.

Enfim, nessa questão creio que o app está bem avançado. Acredito que todas as possibilidades de “quebra de regras” foram pensadas. Ao menos, pelo que conheço das regras de dominó (e eu nunca dispenso uma partida de boteco) não consegui “enganar o computador” por muito tempo.

Conectividade

O jogo é compatível com o GameCenter do iPhone e você poderá comparar resultados com seus amigos, além disso é possível compartilhar os mesmos via Twitter e Facebook. Faltou apenas a jogatina online e/ou via Bluetooth como citei acima. Mas essa última está prometida pelos desenvolvedores para a próxima versão.

Domino Box - Vencendo o jogo

Por fim, novamente digo que o app é uma excelente aquisição ainda mais por custar apenas US$0,99 na iTunes.

O Domino Box foi produzido pela designer Larissa Herbst (@larissaherbst) em conjunto com o desenvolvedor Renato Pessanha (@renatopessanha). É bom saber que cada vez mais temos dev´s brazucas criando jogos de qualidade e aparecendo para o mundo através da App Store… fico no aguardo da próxima atualização! ;)

Crocs, um caso de amor e ÓDIO…

Sempre achei Crocs um calçado (ok… não é calçado, na verdade nem sei o que é, mas pra facilitar o entendimento, fica calçado mesmo) de extremo mal gosto e nunca entendi muito bem como isso virou moda no mundo todo.

Esse é um "Crocs", bonito né?

Crocs é mais um daqueles produtos que começam a ser fabricados com um objetivo pré-definido, mas que devido a N fatores esses objetivos fogem ao controle e quando menos se espera, o produto cai nas graças (ou em desgraça) da população mundial. Excelente para o criador, ótimo para o investidor, mas péssimo para os “bons costumes”.

O negócio não é bonito, #Fato, então por que diabos vende que nem água? Assim, como as Havaianas “que não soltam as tiras”, a tal da Crocs também tem algumas “verdades” a seu favor… segundo a fabricante o custo de manutenção é baixo (oi?!?), seu solado é criado de forma a proporcionar uma melhor circulção de sangue nos pés, ergonomicamente certificada (segundo eles, uma palavra grande para “Ahhh!”) e o melhor de todos em minha opinião, resistência a odores, ou seja, NÃO DÁ CHULÉ!

Quando pergunto a amigos que usam, o único argumento que faz sentido é: “São confortáveis!”. Pode ser, mas são feias e não vale o esforço… Olhando de fora do quadrado compartilho da mesma opinião que a Ana Freitas do Olhômetro, quando ela diz que “elas fazem você parecer alguém que tá de brincadeira”… ;)

No primeiro parágrafo comentei que não entendia muito bem como isso virou moda, mas o fato é que ao saber que gente do calibre de Al Pacino, Jack Nicholson, Heidi Klum, Mario Lemieux – o Hockey nunca mais será o mesmo depois disso -, Ana Maria Braga e até o Jô usam, dá pra entender um pouco como isso virou moda, principalmente após a Exame informar a porcentagem de influenciáveis consumidores que as celebridades atingem. Claro que o depto. de Marketing fez a sua parte também.

 

Só que tem algo que o marketing não fala a não ser que você questione após descobrir. E hoje ao retuitar um link do @errosdemkt, onde se falavam dos problemas com esse tipo de calçado em uma matéria do O Globo, vi que além de feias as Crocs eram também perigosas, principalmente para as crianças. Me espantei mais ainda ao verificar a data da matéria (04/2008), ou seja tais problemas não são de agora e o mais engraçado é que visitando os sites da marca pelo mundo, aparentemente percebi que houve um redesign no produto apenas em outros países, no Brasil o modelo clássico (causador dos fatos) continua com o mesmo.

Depois do retuíte, alguns amigos também postaram comentários, entre eles o Rogério Sato (@rsato) que mandou esse vídeo de 2009 com uma matéria sobre o assunto…

 

Procurei por outros vídeos e achei muitos, mas o que achei mais intrigante é esse em que uma mulher observa alguns técnicos consertando uma escada rolante e pede para eles lhe mostrarem o que aconteceu com o pobre sapato e ao ter seu pedido atendido, lança um “Weauuuuu!”…

 

Muitas pessoas no mundo adoram, usam e recomendam Crocs, afinal se não fosse assim ela não seria um fenômeno de vendas, mas está longe de ser uma unanimidade. Sites como o I hate crocs fazem tanto sucesso como a própria marca em si. Há até uma loja de camisetas, bottons e acessórios com a estampa “I Hate Crocs”.

Steve Tuttle da Newsweek escreveu o artigo Make. It. Stop. onde ele praticamente implora para a américa parar de usar Crocs…isso foi antes do verão de 2008. Infelizmente ele não conseguiu…

Devido a todas essas circunstâncias, eu apenas torço para que a Crocs não invada os escritórios pelo mundo, como sugere esse excelente vídeo-paródia.

E tudo isso porque os criadores só queriam um sapato antiderrapante pra ser usado em barcos… ;)

Quer reclamar? Seja inteligente e esqueça o SAC…

Quem acompanha os Trending Topics do Twitter viu que esse final de semana entrou para a história com o caso Brastemp. Mais um capítulo da saga Consumidor X Marca que não precisava chegar ao ponto em que chegou, mas que por N razões fez com que a Brastemp caísse na boca popular de uma maneira que com certeza não gostaria que tivesse acontecido. Assista ao vídeo abaixo publicado pelo sr. Oswaldo Borelli em 20-01-2011 no Youtube e entenda o caso.

 

E tudo começou com um “simples vazamento de gás”… Percebam que por um simples vazamento de gás, toda a reputação que uma marca possui perante o consumidor pode ser “jogada fora”. Na onda do protesto, muitos outros consumidores que tiveram ou tem problemas semelhantes aproveitam o fato para relatar seus aborrecimentos também com a marca (basta ler comentários no twitter ou no próprio Youtube).

Segundo o sr. Borelli, em entrevista gravada para o FutureCast, o caso chegou a ponto de ter um dos diretores da Brastemp entrando em contato com ele se desculpando pelo ocorrido e se comprometendo a melhorar os processos de atendimento ao consumidor. No fim da tarde de sábado, a Brastemp também emitiu um comunicado oficial sobre o assunto.

Casos em que a diretoria deixa de ser mera espectadora e parte para a resolução do caso não é exclusividade da Brastemp. Um pouco mais abaixo, eu cito um dos meus casos de reclamação onde tive que recorrer ao presidente da Vivo para resolver um problema aparentemente simples e para quem está a um bom tempo na internet, é impossível não lembrar do caso do jornalista Maritonio Barreto e o seu site em protesto contra a Fiat.

Maritonio > Fiat > Palhaço

O caso do Maritonio X Fiat talvez seja um dos pioneiros na internet brasileira (ao menos não lembro de outro caso com tanta repercussão em uma época sem twitter, youtube e afins…). Nessa época tudo era diferente, menos os problemas. O caso do sr. Maritonio repercurtiu tanto que a montadora Fiat chegou ao ponto de conseguir liminares na justiça obrigando o consumidor a retirar o site do ar. Ele conseguiu colocar novamente através de um domínio .com e para a sua surpresa a Fiat conseguiu nova liminar para a retirada também desse site no ar. Diretores da montadora entraram em contato com ele e chegaram a elaborar um acordo, mas obrigavam o sr. Maritonio a não dar qualquer declaração a imprensa sobre o caso.

Não preciso dizer que todos esses acontecimentos apenas fizeram com que o site do sr. Maritonio fosse cada vez mais conhecido. Eu tento imaginar como seria a repercussão desse caso se na época existissem todas as redes sociais que temos hoje em dia. Entenda todo o processo e leia detalhadamente a cronologia dos fatos que envolveram o caso do sr. Maritonio com a Fiat.

Vivo: O caso em que (quase) fui atendido pelo presidente

Na verdade quem me atendeu (aliás, quem me ligou) foi uma assistente do presidente da Vivo, Roberto Lima (@robertoodelima), mas considero que o próprio resolveu o meu caso… ;)

Sexta-feira, 26-09-2008, era o dia marcado para o lançamento oficial do iPhone 3G em terras nacionais, a expectativa gerada era absurdamente alta e eu era um dos consumidores que aguardavam pacientemente o lançamento oficial no Brasil (poderia ter importado antes, mas fazia questão de ter o produto legalizado, com garantia nacional e afins…). Consegui comprar o meu apenas no domingo seguinte ao lançamento, mais exatamente no dia 29/08/2008 na loja Vivo do então recém-inaugurado shopping Bourbon Pompéia.

Tudo estava perfeito até as 6 da manhã do dia 01-10-2008 quando fui acordado com um torpedo da operadora (jamais vou esquecer desse torpedo, ainda mais com o sonho que estava tendo na ocasião). O SMS informava que a minha utilização já estava cerca de 60% acima do limite de uso, ou seja em apenas 3 dias de uso estourei a cota de dados e ainda ultrapassei 60% do limite. Claro que liguei para a operadora tentando entender o caso, mas como entender se nem os atendentes estavam preparados para entender esse caso e muito menos entendiam como se dava o uso de dados, uma vez que tudo era novidade, os planos para iPhone foram criados exclusivamente para o aparelho, não houve tempo de “decorar o script” de atendimento… Enfim, fiquei sem a resposta e sem o aparelho que deixou de funcionar no dia seguinte por ter atingido 100% de uso além de meu limite de dados.

Segui todos os procedimentos padrões, na seguinte ordem, reclamações na Vivo (com diversos protocolos de atendimento anotados), reclamação na Anatel (que realmente funciona, diga-se de passagem), reclamação no www.reclameaqui.com.br (que por incrível que pareça ainda está sem resposta, mesmo com o caso resolvido…), relato para o Advogado de Defesa do Estadão/JT (que entrou em contato comigo, mas o caso já havia se resolvido) e por fim, preparei um release para divulgação em blogs amigos e que eram referências em assuntos relacionado a Apple (MacMagazine foi um deles, mas o caso também foi solucionado antes da publicação).

Mas como o presidente da Vivo, Roberto Lima, ficou sabendo da história? Pra isso, contei com o apoio de meu ex-chefe que como jornalista, possuia uma série de contatos e um breve histórico de problemas com a Vivo também, eis que ele me fornece o e-mail do presidente e disse que o máximo que poderia acontecer era eu ser ignorado, mas que não custava tentar.

Bom… eu tentei e enviei um e-mail relatando todo o caso (educado como deveria ser, primeiro por estar falando com o presidente da empresa e segundo por que nem ele e nem os atendentes tem culpa do ocorrido. Haviam culpados, mas não eram as pessoas que me atendiam para a solução do caso.). O e-mail foi enviado na sexta-feira, 03-10-2008 aproximadamente as 12h, mas fiquei surpreso mesmo com a agilidade do atendimento. Aproximadamente as 18h da mesma sexta-feira recebi uma ligação (infelizmente não me recordo o nome) de uma assistente do presidente, informando que meu aparelho já havia sido desbloqueado para o uso, me pedindo desculpas pelo ocorrido e pedindo para eu testar o funcionamento do aparelho e que em 5 minutos ela retornaria a ligação para confirmar se o mesmo estava funcionando novamente.

Ela desligou, eu testei e realmente o aparelho estava funcionando. Fiquei feliz e surpreso. Passaram-se 5 minutos (contados) e ela liga novamente perguntando se estava tudo ok com o aparelho, pedindo novas desculpas e me informando que devido aos problemas ocorridos eu deveria receber uma fatura com uma valor acima de R$400 (de fato, recebi essa fatura, pois sua geração era automatizada pelo sistema), mas que era pra desconsiderar a mesma e que em seguida eu receberia uma nova fatura já com o valor correto do período. Tudo aconteceu conforme ela informou e no mês seguinte ela retornou a ligação, agradecendo a compreensão e informando que daquele momento em diante minhas cobranças estariam corretas e não teria mais problemas com a operadora. Coincidência ou não, o fato é que continuo na Vivo até hoje e ao comprar o meu iPhone 4 em 2010, na mesma loja do shopping Bourbon Pompéia, também no lançamento do aparelho, fui atendido exatamente pelo mesmo rapaz que havia me vendido o iPhone 3G em 2008, mas dessa vez, a fatura veio de forma correta… ;)

OBS: Devo confessar que tenho algumas teorias para que o meu caso fosse resolvido (direcionado) pelo próprio presidente. Entre elas o fato do iPhone 3G estar presente em quase todas as mídias da época e por consequência trazer uma enorme visibilidade para o caso e também a forma como conduzi o assunto, sem atropelar processos e com a calma necessária que o assunto exigia.

O Submarino não me queria mais como cliente

Esse aqui foi um pouco mais recente, ocorreu em Julho de 2009 e o caso não era tão grave como o da Vivo, mas demonstra o quanto as empresas estão despreparadas para lidar com seu CRM e oferecer sempre o melhor aos seus clientes analisando o seu perfil e entendendo melhor suas necessidades.

Sou cliente assíduo do Submarino desde 2002 e possuo um ticket médio de compras por mês no valor de R$140 desde essa época. Apesar de conhecer muitas pessoas que compram bem mais do que eu, me considero um bom cliente e fiel a marca. Mas em 2009 percebi que nada disso importava para o Submarino (e boa parte das empresas também).

Para resumir a história, recebi uma newsletter do Submarino com uma promoção bem vantajosa. Eles haviam acabado de fechar uma parceria com a Mastercard e o cartão deles passaria a ter essa bandeira e não mais o Aura que era usado até então. Como medida promocional, eles enviaram uma newsletter com a opção de aquisição do cartão com anuidade grátis para sempre, caso o mesmo fosse solicitado até o dia 17-07-2009. Não pensei duas vezes, afinal quem compra no Submarino sabe que eles sempre fazem promoções bem bacanas aos donos de seus cartões. O fato é que 4 dias após a solicitação, eles retornaram um e-mail informando que não poderiam fornecer o mesmo devido as políticas de crédito adotadas por eles.

Eu não ligaria caso o motivo fosse justo, pois eu poderia ter o nome sujo ou mesmo estar com problemas com alguma outra admininstradora de cartões, mas nada disso estava acontecendo e pior, eles me enviaram um e-mail contendo um texto padrão de desculpas por não poderem emitir o cartão, incluindo a seguinte frase: “(…)embora não exista qualquer fato desabonador.”. E foi justamente essa frase que me deixou com a pulga atrás da orelha, fazendo com que eu entrasse em contato com o SAC para entender melhor o motivo. Foi pior, pois no SAC informaram que realmente o cartão foi recusado, mas eles não poderiam informar o motivo, pois o mesmo era sigiloso para a empresa. Muitos consumidores parariam por aí e simplesmente deixariam de comprar na loja, mas eu fui além…

O Submarino não me queria como cliente... mas mudou de idéia.

Comprei o domínio www.osubmarinonaomequercomocliente.com (hoje, já desativado), montei um site-denúncia explicando todo o caso ocorrido e com informações detalhadas (o site está desativado, mas pode ser visto com todos os seus detalhes, aqui.), fiz uma nova reclamação no www.reclameaqui.com.br (dessa vez, houve resposta após a solução do caso) e comecei a divulgar para meus contatos.

O site foi ao ar em 21/07/2009 as 23h, até as 10h da manhã do dia seguinte ele teve cerca de 200 visitas e cerca de 30 retuítes. Parece pouco, mas com esse pouco, um representante do Submarino me ligou no dia seguinte (menos de 12h após o lançamento do site), pedindo desculpas pelo fato, informando que iriam rever os processos de atendimento (perceberam alguma semelhança com o caso do sr. Borelli? ;) ) e que se eu ainda quisesse o cartão o mesmo poderia ser emitido sem maiores problemas e com o limite que eu escolhesse (essa foi a parte mais engraçada… eu escolhi o meu limite, não foram eles que me impuseram o mesmo…).

Enfim… problema resolvido, site fora do ar, cliente contente e empresa “satisfeita” (ao menos eu acho que eles ficaram satisfeitos).

Esse caso e o da Vivo são apenas dois exemplos ilustrativos de como podemos ir atrás de nossos direitos. Eu os conheço e vou atrás, alguns me acham chato, mas são esses mesmos que me pedem ajuda sempre que estão com algum problema em alguma empresa… Para reclamar, não tem essa de ser pobre ou rico, de valer ou não a pena, isso nada tem a ver com classe social, apenas com seus direitos e deveres da empresa. Não fique reclamando que a empresa não resolve o seu problema, você já se perguntou se está fazendo o suficiente para que seu problema seja resolvido?

Encerrando o assunto…

As empresas precisam entender que não bastam terem a melhor empresa terceirizada em atendimento para resolver os problemas de seus clientes, elas não podem usar isso como desculpa e transferir toda a culpa para essas terceiras. Elas tem sim que ficar atentas a casos como o do sr. Borelli que não foi resolvido em 3 meses, mas foi solucionado a “fórceps” em menos de 1 semana com o vídeo publicado. Situações como a desse caso ou a do Submarino que mencionei acima, apenas demonstram que as empresas realmente ainda estão despreparadas para ouvir o que o consumidor pensa a respeito delas.

Elas andam se preocupando muito com o próprio umbigo a fim de evitar todo e qualquer risco de imagem que possam ter, mas esquecem de ouvir e compreender seus consumidores. Não bastam campanhas de incentivo ao consumo ou reforço ao branding, para a maioria das vezes soluções de problemas como um “simples vazamento de gás” também costumam funcionar…

Pedro Cortier escreveu um excelente artigo onde introduz uma questão relacionada aos “prosumidores”, que nada mais são do que nossos consumidores atuais, pró-ativos e geradores de conteúdo (seja para o bem ou para o mal) e enquanto agências e empresas não perceberem definitivamente que a situação atual mudou, teremos casos como os do vídeo abaixo…

Jogo Justo, apoie (corretamente) essa idéia!

Jogo Justo

Hoje, 29-01-2011, está sendo foi realizado o Dia do Jogo Justo. Mas o que seria esse dia? Trata-se de um dia simbólico de combate aos impostos altíssimos que os gamers brasileiros enfrentam ao comprar jogos por aqui. Simbólico porque alguns grandes varejistas que aderiram a campanha não entenderam as regras do jogo e usaram esse dia simplesmente para sua auto-promoção.

A idéia por trás do Jogo Justo é realmente válida e não interessa apenas aos gamers que consomem mensalmente produtos nesse mercado, mas sim a todos os brasileiros que sonham com produtos no Brasil a preços realmente justos. Uma iniciativa assim, caso traga resultados na forma como foi pensada, trará também benefícios a outros setores da economia brasileira.

Já participei de muitas discussões sobre o Jogo Justo em outros blogs e fóruns por aí. Há os que apoiam o projeto em sua totalidade, tem aqueles que são céticos e apesar de apoiarem “sabem” que o governo nunca concordaria com uma redução de impostos para “brinquedos e supérfluos” e há também os que pegam carona e apenas querem saber quando haverá uma nova promoção pra ver se conseguem comprar o jogo desejado.

Reduzir impostos não é uma coisa trivial e que vemos acontecer todos os dias, mas o governo sabe que com a redução o mercado se aquece, seja pra eletrodomésticos, seja pra carros e agora que seja pra games também! Para o caso dos games, talvez tenhamos um cenário um pouco mais simples (ou complicado, depende do ponto de vista), uma vez que hoje em dia os games recebem da Receita Federal a mesma classificação destinada aos “jogos de azar” e com isso temos aproximadamente 72% de impostos o que acaba fazendo com que eles sempre figurem em listas contendo os produtos que mais sofrem com impostos no Brasil.

Mas essa taxa que varia entre 60 e 80% não necessariamente é a taxa que representa uma venda oficial de games no Brasil. Entenda por oficial, todos os trâmites legais e necessários para se vender um produto importado em uma loja brasileira. E nesse caso, os impostos totais passam dos 160%! Assistam a reportagem do Gustavo Petró pela Globo News no vídeo abaixo ou leiam a matéria completa no G1 para mais detalhes sobre essa questão.

Com base nas informações acima e por me enquadrar no grupo dos maiores interessados no que diz respeito a redução de impostos para games, eu apoio, divulgo e incentivo cada vez mais o Jogo Justo, mas para que o projeto seja levado a sério precisamos principalmente que as empresas envolvidas o incentivem de forma séria e não utilizem a campanha #JogoJusto apenas para sua auto-promoção, como umas e outras andam fazendo por aí…

Jogo Injusto Walmart

Apoiar o Jogo Justo sim, mas vamos apoiar de forma enérgica, eficaz, inteligente e de preferência, sem segundas intenções… Manifestações negativas como as demonstradas acima no Twitter ou posts como o do Select Game, não são exatamente notícias que deveriam estar associadas ao projeto.

Saibam mais sobre o Jogo Justo no site do projeto. Aproveitem para seguir o perfil @jogojusto no Twitter e acompanhar a hashtag #JogoJusto.

Update em 30-01-2011:

A repercussão relacionada ao Jogo Justo chegou ao Jornal Nacional. Isso é uma grande vitória para a campanha, pois dessa forma a discussão é aberta a nível nacional e não fica restrita a um determinado nicho. Assista ao vídeo com a reportagem abaixo ou leia a matéria no site do JN.

Review: Reckless Racing (iPhone)

Reckless Racing (iPhone)

Reckless Racing é um daqueles jogos que você baixa pro celular sem esperar muita coisa, mas se surpreende facilmente ao acessar um mero tutorial.

Antes de comentar qualquer coisa, preciso dizer que eu sou muito suspeito para falar desse tipo de jogo, pois sempre gostei desses “mundos miniaturizados” (talvez por isso goste tanto de jogos de estratégia e fotografias/animações tilt-shift). Isto posto, posso dizer com todas as palavras que esse jogo é extremamente viciante. Ao menos comigo o fator gameplay foi elevado ao máximo durante a jogatina e diria até que, atualmente, esse é o “meu jogo de cabeceira”.

Reckless Racing (iPhone)

Assim que começamos o jogo temos uma excelente surpresa por parte da desenvolvedora sueca Pixelbite. Há 5 modos diferentes de jogo, a saber: Standard (botões direcionais para esquerda e direita localizados a esquerda, mais acelerador e breque a direita), Tank (onde a aceleração é automática e você tem o botão de breque ao centro com os botão de direção um em cada lado da tela), Tilt (onde você tem apenas os botões de breque e acelerador, um em cada lado da tela e controla o veículo através do acelerômetro do iPhone), Half Wheel (meu preferido e é o que usei para os prints das telas nesse post, ao lado esquerdo você possui a metade de um volante e ao lado direito os botões de aceleração e breque) e por fim o Full Wheel (que como o nome diz é bem parecido com a versão anterior, mas com o volante por inteiro ao lado esquerdo. Mais fácil para dar cavalos-de-pau, mas na minha opinião mais difícil de controlar o carro).

Reckless Racing (iPhone)

Quanto aos modos de jogo, são basicamente 3 deles: Dirty Rally (onde você compete com outros 5 veículos), Hot Lap (em que você corre para tentar bater o seu próprio tempo) e Delivery (pra mim o mais bacana de todos… você tem um determinado tempo para pegar objetos em um ponto da pista e levá-los até outro ponto). Não são muitas opções de pistas, mas há bastante variação entre elas (asfalto, lama, neve, sentidos invertidos, etc.) e a princípio você pode escolher entre 6 veículos diferentes, podendo liberar novos carros com o decorrer das conquistas realizadas.

Reckless Racing (iPhone)

Os gráficos são bem detalhados e preparados para a Retina Display do iPhone 4 (não testei no Android ou iPad para saber como são), você percebe um certo serrilhamento, mas nenhum impeditivo para a jogatina. O jogo flui sem travamentos ou soquinhos.

Por fim, vale ressaltar um contra. Não gostei do multiplayer, pois ele possibilita apenas a jogatina via internet em servidores específicos. Não há a possibilidade de jogos locais, via Bluetooth, por exemplo.

Nota final? 9! Principalmente quando falamos de um jogo que sai por US$0,99 na iTunes Store.

PS: Assistam os vídeos abaixo e comparem o Reckless Racing pros celulares atuais com o lendário R.C. Pro Am do Nintendinho 8 bits… sempre que vejo isso, fico impressionado com o potencial que os devices atuais possuem e como éramos felizes com tão pouco naquela época… ;)

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