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Por que considero o Google Maps do iPhone/Android muito melhor que um GPS automotivo…

Que fique claro neste primeiro parágrafo que não sou contra o uso de GPS’s automotivos, muito pelo contrário, eles são bem úteis e práticos em muitos casos. O conteúdo abaixo relata a minha experiência de uso e o porquê de eu preferir usar o app Google Maps (nativo do iPhone/Android e que a partir de agora chamarei apenas de Maps) do que qualquer GPS automotivo (que daqui em diante será chamado apenas por GPS) em viagens por terras que desconheço.

Como alguns sabem, não possuo carro e nem pretendo possuir tão cedo (no meu caso por custos fixos completamente desnecessários, entre outros motivos que não convém citar agora). Sempre que vou a algum lugar um pouco mais distante e que normalmente envolve entretenimento, alugo um carro. Para quem nunca alugou um carro antes, saiba que entre os opcionais está sempre disponível um GPS por alguns reais a mais na diária do veículo, mas nunca fiz questão do aparelho por considerá-lo desnecessário no meu caso.

Vale ressaltar aqui que sempre tive facilidade em usar o Maps e nunca tive problemas com localização e/ou uso excessivo de dados (mesmo usando-o por muito tempo), logo nunca achei necessário pagar a mais por um recurso que eu já tinha em mãos.

Sempre vejo gente defendendo o uso do GPS por isso ou aquilo, assim como vejo gente defendendo o uso do Maps no iPhone, mas nunca vejo alguém demonstrando na prática o seu uso e o porquê de sua defesa. Então resolvi escrever esse post, com algumas informações, fotos e dados coletados em algumas viagens, explicando o meu ponto de vista e demonstrando na prática os motivos de minha escolha. Caso não concordem com algo ou achem que esqueci de algo, fiquem a vontade para usar o campo de comentários abaixo do post… ;)

OBS: Nas situações abaixo, sempre estarei falando em “nós”, pois estava em companhia da Ale (minha noiva-esposa).

Decidindo o destino ainda no hotel…

Aqui eu vejo a primeira vantagem em se utilizar o Maps. Ainda no hotel, na mesa do café, conseguimos decidir para onde ir, colhendo informações como a distância, tempo médio, cidades que passaremos no caminho e o que mais for relevante pra viagem “guiada”. Pra quem já usa o Maps cotidianamente no browser, fica fácil entender a facilidade e recursos disponíveis para encontrar e localizar determinados locais, pra quem ainda não tem familiaridade com o mesmo, visite esse overview da Apple e entenda melhor.

Google Maps - Localizando Pontos Tutísticos

Nesse caso, apesar da distância, decidimos por Canoa Quebrada, pois era um destino já definido ainda em São Paulo. Como vocês puderam notar na imagem acima, o Maps cumpriu bem o seu papel nos indicando a melhor rota disponível  para o destino que pesquisamos em ambos os casos (infelizmente, o Museu da Cachaça fica pra próxima viagem a Fortaleza :) ).

Fortaleza > Canoa Quebrada - Restando 46km

Dando um salto na viagem, na imagem acima exibo o print no Maps (sem zoom), com nossa localização (ponto azul) e o destino (ponto vermelho) com a indicação restante em 46,6km. A foto ilustra exatamente o local em que estávamos no mapa. E abaixo finalmente nossa chegada ao destino final. 2 horas e 40 minutos… 12 minutos depois do que previa o Maps quando ainda estávamos no hotel. No caminho, encontramos marcações exatas no mapa de alguns pontos como postos de gasolina (alguns desativados) e até mesmo feirinhas de artesanato locais.

Fortaleza - Canoa Quebrada

E na cidade? Como o Maps se comportou?

Na cidade o funcionamento do Maps foi tão bom quanto em locais afastados, além de um excelente guia ponto-a-ponto conforme já conhecemos e como é demonstrado na foto abaixo, cujo trajeto era o nosso hotel até a praia de Iracema (onde na orla há bons e reconhecidos restaurantes).

Maps - Centro de Fortaleza

Em um outro dia, enquanto estávamos a pé, resolvi fazer um teste com a busca de locais genéricos pela região, como “Pizzarias” e o resultado é mostrado na imagem abaixo, com destaque para a Coco Bambu que conhecemos e recomendamos.

Maps - Pizzarias no centro de Fortaleza

Mas e se você sair da rota? O Maps não vai te avisar e nem calcular o novo caminho, não é?

Eis um ponto que o GPS de fato trabalha melhor que o Maps, mas sinceramente? Não chega a ser um transtorno a falta desse recurso nativamente no Maps e no exemplo abaixo, acredite, até fomos ajudados pela falta do mesmo… ;) Foi um caso curioso onde no caminho para a Prainha havia uma placa adulterada que nos levava a Praia do Japão, ainda em desenvolvimento turístico e com uma série de caminhos sinuosos para chegar até lá. Na ocasião, tínhamos a rota da Prainha definida no Maps, mas ao encontrar a placa na estrada e como estávamos em movimento, não percebemos a adulteração (a foto abaixo foi tirada quando passamos novamente pelo local e parei no acostamento) e viramos seguindo a indicação na placa. Percebemos na hora, via Maps, que havíamos saído da rota. Se estivéssemos usando o GPS, ele faria o cálculo novamente e provavelmente não perceberíamos o erro. Mesmo assim resolvemos ir até a tal Praia do Japão no melhor espírito aventureiro. Chegando ao local e percebendo que apesar de uma estrutura inicial estar sendo construída, aquilo estava longe do que havíamos visto nos guias e sites de turismo falando sobre o local. Voltamos para o ponto de origem, tirei a foto e seguimos para a Prainha novamente… ;)

Placa adulterada sentido Prainha (Fortaleza)

Um outro recurso existente apenas no Maps e que não conseguimos na maioria dos GPS’s automotivos é a visualização aérea do local e a fácil manipulação do mapa com essa mesma visualização.

Maps - Fortaleza > Prainha - Vista Aérea

Não preciso dizer que esse recurso nos ajudou a identificar a “falsa” Prainha no exemplo acima, né? ;) O fato é que apesar do erro no caminho, 40 minutos após a saída do hotel estávamos em nosso destino… apenas 11 minutos depois do que o Maps nos informou no início da viagem e levando-se em consideração a mudança de rota no caminho…

Maps - Prainha - Vista Aérea e Local

Mas funciona em todos os lugares sem atualização ou inclusão de pacotes adicionais?

Sim. Exatamente isso, o que para alguns é uma desvantagem (ter o GPS atrelado ao Google Maps) para mim não só é uma vantagem como uma das principais vantagens com relação a um GPS.

Seguindo a idéia de usar casos de uso do Maps para exemplificar os motivos de achar melhor a sua utilização em detrimento ao GPS, abaixo incluo mais um exemplo, mas dessa vez em Santa Catarina, onde não tirei tantos prints como os acima, mas o Maps nos ajudou tanto quanto em Fortaleza e assim aconteceu também em outras cidades, como Natal e Floripa. Ou seja, em meu caso, até o momento não tive problemas com a não identificação dos locais via Google Maps que é normalmente usado como argumento a quem defente o GPS…

Ao visitar pela primeira vez Santa Catarina (cujo objetivo principal era ir ao Beto Carrero World e conhecer a Firewhip), ficamos em Itajaí que era próximo ao Aeroporto, porém passávamos quase todo o tempo em Balneário Camboriú. A situação aqui, se repetiu…

Google Maps - Itajaí > Balneário Camboriú

Em um determinado dia resolvemos ir a Blumenau e para isso também faríamos uso do Maps uma vez que não conhecíamos os caminhos. Além de nos ajudar a chegar em nosso destino, com o Maps, eu rapidamente conseguia consultar as cidades próximas e que estariam no caminho… com isso, fizemos um tour por cidades tão bacanas quando Blumenau, como Brusque, Gaspar e Ilhota.

Blumenau - Museu da Cerveja

Enfim…

Além dos exemplos acima, teria diversos outros pontos a favor do Maps:

- Bússola integrada ao Google Maps. Utilizando o acelerômetro do aparelho, basta girá-lo e identificarmos onde está o norte e qual é o sentido na rua que estamos seguindo;

- Nada de atualização de pacotes. Como cite acima, não dependemos de atualização de pacotes de cidades, pois as informações que ali estão são as mesmas presentes no Maps para desktop do Google.

- Utilização em qualquer local e não apenas no veículo. Dificilmente você levaria seu GPS para um passeio no ônibus, trem, metrô ou a pé… já o celular está sempre disponível para o seu uso, mesmo após estacionar o veículo.

E por aí vai… a lista vai longe para citar os pontos positivos que vejo para utilizar o Maps em detrimento do GPS.

Friso novamente que tudo o que citei acima é referente as minhas experiências de uso e como utilizo o recurso Maps do meu iPhone. Acredito que consegui demonstrar na prática o quanto me sinto familiarizado com o Maps e como um GPS não me faz falta alguma nas horas em que precisaria de um…

É bom lembrar também que cito o iPhone simplesmente por ser o aparelho que possuo, mas que muitos usuários de Android (e até alguns outros sistemas) também se sentem confortáveis com seus Google Maps nativamente instalados em seus aparelhos.

Espero que da próxima vez que resolver criticar o uso do Maps ao invés de um sistema de GPS automotivo, ao menos tenha passado pela experiência de uso do mesmo e caso o tenha feito, que tente entender que não existe apenas o seu umbigo no mundo e que as suas escolhas não necessariamente são as mesmas escolhas do outro, pois como demonstrei acima, SIM há pessoas que gostam e fazem uso constante do Maps sem qualquer problema ou “dor de cabeça”… :)

PS: Todas as fotos que ilustram nossas viagens foram tiradas com o próprio iPhone… duvido que seu GPS faria isso, ainda mais em HD… ;)

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