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Como copiar um jogo (e lucrar com isso)…

A alguns dias comprei um jogo absurdamente viciante para iPhone. Era o Cut The Rope, desenvolvido pela ZeptoLab. Não recebi nenhuma indicação de amigo para baixar o jogo, apenas o vi entre os top 10 da App Store e cliquei para ver reviews e fotos. Na mesma hora fiz a compra, afinal não é sempre que temos praticamente uma unanimidade de 5 estrelas para mais de 100 mil opiniões… ;)

Como sempre faço com apps e games bacanas que compro, comecei a indicar para amigos e entre eles alguns que possuiam Androids apesar do jogo não ter sido lançado para a plataforma, disse para ficarem atentos, pois a Chillingo, publisher do jogo, já havia deixado o recado na página deles que uma versão Android estava a caminho (hoje não encontrei mais o aviso, talvez pelo motivo citado nesse post).

Semana passada, uma amiga do trabalho (que tem Android, gostou do jogo e estava aguardando o mesmo) veio me mostrar que finalmente o “Cut The Rope” havia sido lançado para o Android. Achei bacana e fui ver o app, mas ao acessar vi diversas diferenças e a princípio imaginei que a ZeptoLab havia deixado o jogo na mão de outra produtora pra fazer a portabilidade ao Android, mas voltei a tela inicial e peraí… Rope Cut???

Cut the Rope vs Rope Cut - Tela de Abertura

Acho que estou ficando velho demais e não consigo acompanhar a velocidade das coisas atualmente. Mas o fato é que em “tempo recorde” uma produtora chamada Feeling Touch fez uma cópia impressionante como eu nunca tinha visto até então. Todos os elementos estavam lá… O Doce, A corda, O sap… ops, “A cobra” ;) e até mesmo a física do jogo…

A única tela que é diferente é a tela de seleção de fases, onde no original há boxes que você rola para a direita diferenciando os elementos existentes em cada fase… mas o resto… bem, tirem suas próprias conclusões com as imagens abaixo… ;)

Cut the Rope vs Rope Cut - Seleção de Fases

Cut the Rope vs Rope Cut - Fases Completadas

Cut the Rope vs Rope Cut - Primeira Fase

Cut the Rope vs Rope Cut - Congratulations

Até a um tempo atrás era possível fazer o download no Android Market Place, mas a cópia o game aparentemente foi retirado, não sei se após alguma solicitação da Chillingo.

Tentei achar algumas informações sobre a tal Feeling Touch, mas o site deles é bem simples e sem muitas informações. No Twitter, vi que a empresa é chinesa…

Twitter da Feeling Touch

Ao acessar o link citado no Twitter, vemos que eles “copiaram” o próprio site… Na verdade, segundo a descrição no twitter eles trocaram o nome de Super Droid para Feeling Touch (será que por motivos de direitos autorais com o nome anterior?).

Mas e o lucro? Como eles podem lucrar tomando uma atitude dessas e distribuindo o jogo gratuitamente? Uma rápida googlada nos indica uma série de “reviews iscas” para o game e alguns deles indicando o número de downloads efetuados até o momento em lojas não oficiais de apps para Androids. Preciso mesmo comentar sobre a visibilidade que a empresa ganha ao fazer esse tipo de ação? O lucro não está exatamente no jogo propriamente dito… :)

Enfim, temos aqui um bom exemplo de empresa “toda errada”. Infelizmente esse tipo de empresa existe aos montes por aí… vivem as custas da criação dos outros (qualquer semelhança em todas as outras áreas da vida, não passa de mera coincidência) e na verdade, eles não estão muito preocupados em demonstrar que fazem isso o tempo todo. Se até a Microsoft pode, porque eles não poderiam.

Muitos sabem que a questão da cópia faz parte da cultura chinesa… mas não pense nisso de forma pejorativa. Pelo dito popular, quando um produto é chinês a maioria já imagina “é cópia mal-feita de algum produto americano”. A questão é que você já parou pra pensar no porque os chineses copiam tanto os “nossos” produtos? Em uma conversa com um amigo nesse último fim de semana falamos sobre isso e ele comentou o que uma professora de seu MBA disse a respeito da “cultura de cópia” dos chineses e como desde cedo eles “aprendem a aprender” com os melhores. A forma encontrada por eles pra suprir essa necessidade de conhecimento é se espelharem no que de melhor conhecem e ao conseguirem copiar aquilo que acham bom e funcional, conseguem entender o funcionamento e a partir daí se acham livres para chegar onde querem chegar. Certo ou não, o fato é que com esse pensamento a China já é a 2ª maior economia do mundo

Com o excelente artigo “Why does China Copy Designs?” do Design Sojourn, podemos ter uma visão melhor sobre o assunto tratado no parágráfo acima e com esse outro do China Law Blog entendemos como uma empresa pode se precaver ao terceirizar a fabricação de seus produtos para a China.

Mas independentemente da cultura chinesa, ainda assim estamos sujeitos ao mau-caratismo de algumas empresas… Lao Kin Chong, manda abraços… ;)

A alguns dias comprei um jogo absurdamente viciante para iPhone. Era o Cut The Rope

(http://itunes.apple.com/us/app/cut-the-rope/id380293530?mt=8), desenvolvido pela ZeptoLab

(http://www.zeptolab.com). Não recebi nenhuma indicação de amigo para baixar o jogo, apenas o vi entre os top

10 da App Store e cliquei para ver reviews e fotos. Na mesma hora fiz a compra, afinal não é sempre que temos

praticamente uma unanimidade de 5 estrelas para mais de 100 mil opiniões… ;)

Como sempre faço com apps e games bacanas que compro, comecei a indicar para amigos e entre eles alguns que

possuiam Androids, apesar do jogo não ter sido lançado para a plataforma, disse para ficarem atentos, pois a

Chillingo (http://www.chillingo.com/sku.htm?sid=344), publisher do jogo, já havia deixado o recado na página

deles que uma versão Android estava a caminho (hoje não encontrei mais o aviso, talvez pelo motivo citado

nesse post).

Semana passada, uma amiga do trabalho (que tem Android, gostou do jogo e estava aguardando o mesmo) veio me

mostrar que finalmente o “Cut The Rope” havia sido lançado para o Android. Achei bacana e fui ver o app, mas

ao acessar vi diversas diferenças e a princípio imaginei que a ZeptoLab havia deixado o jogo na mão de outra

produtora pra fazer a portabilidade ao Android, mas voltei a tela inicial e peraí… Rope Cut???

Jogo Justo, apoie (corretamente) essa idéia!

Jogo Justo

Hoje, 29-01-2011, está sendo foi realizado o Dia do Jogo Justo. Mas o que seria esse dia? Trata-se de um dia simbólico de combate aos impostos altíssimos que os gamers brasileiros enfrentam ao comprar jogos por aqui. Simbólico porque alguns grandes varejistas que aderiram a campanha não entenderam as regras do jogo e usaram esse dia simplesmente para sua auto-promoção.

A idéia por trás do Jogo Justo é realmente válida e não interessa apenas aos gamers que consomem mensalmente produtos nesse mercado, mas sim a todos os brasileiros que sonham com produtos no Brasil a preços realmente justos. Uma iniciativa assim, caso traga resultados na forma como foi pensada, trará também benefícios a outros setores da economia brasileira.

Já participei de muitas discussões sobre o Jogo Justo em outros blogs e fóruns por aí. Há os que apoiam o projeto em sua totalidade, tem aqueles que são céticos e apesar de apoiarem “sabem” que o governo nunca concordaria com uma redução de impostos para “brinquedos e supérfluos” e há também os que pegam carona e apenas querem saber quando haverá uma nova promoção pra ver se conseguem comprar o jogo desejado.

Reduzir impostos não é uma coisa trivial e que vemos acontecer todos os dias, mas o governo sabe que com a redução o mercado se aquece, seja pra eletrodomésticos, seja pra carros e agora que seja pra games também! Para o caso dos games, talvez tenhamos um cenário um pouco mais simples (ou complicado, depende do ponto de vista), uma vez que hoje em dia os games recebem da Receita Federal a mesma classificação destinada aos “jogos de azar” e com isso temos aproximadamente 72% de impostos o que acaba fazendo com que eles sempre figurem em listas contendo os produtos que mais sofrem com impostos no Brasil.

Mas essa taxa que varia entre 60 e 80% não necessariamente é a taxa que representa uma venda oficial de games no Brasil. Entenda por oficial, todos os trâmites legais e necessários para se vender um produto importado em uma loja brasileira. E nesse caso, os impostos totais passam dos 160%! Assistam a reportagem do Gustavo Petró pela Globo News no vídeo abaixo ou leiam a matéria completa no G1 para mais detalhes sobre essa questão.

Com base nas informações acima e por me enquadrar no grupo dos maiores interessados no que diz respeito a redução de impostos para games, eu apoio, divulgo e incentivo cada vez mais o Jogo Justo, mas para que o projeto seja levado a sério precisamos principalmente que as empresas envolvidas o incentivem de forma séria e não utilizem a campanha #JogoJusto apenas para sua auto-promoção, como umas e outras andam fazendo por aí…

Jogo Injusto Walmart

Apoiar o Jogo Justo sim, mas vamos apoiar de forma enérgica, eficaz, inteligente e de preferência, sem segundas intenções… Manifestações negativas como as demonstradas acima no Twitter ou posts como o do Select Game, não são exatamente notícias que deveriam estar associadas ao projeto.

Saibam mais sobre o Jogo Justo no site do projeto. Aproveitem para seguir o perfil @jogojusto no Twitter e acompanhar a hashtag #JogoJusto.

Update em 30-01-2011:

A repercussão relacionada ao Jogo Justo chegou ao Jornal Nacional. Isso é uma grande vitória para a campanha, pois dessa forma a discussão é aberta a nível nacional e não fica restrita a um determinado nicho. Assista ao vídeo com a reportagem abaixo ou leia a matéria no site do JN.

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