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Riot Game, um jogo que simula protestos e conflitos!

Na onda dos protestos que ocorrem no Brasil, conheça Riot Game. Um simulador de protestos e conflitos que “te ajuda” a descobrir se você está do lado “certo” e a entender o que se passa do “outro lado da força”…

A tradução literal de RIOT é MOTIM e a produção do game é italiana. A motivação para a produção do game é o fato do diretor Leonard Menchiari ter participado de manifestações na Itália e ter percebido coisas que vemos nos conflitos atuais no Brasil. Pessoas com motivações diferentes na manifestação. Policiais com sentimentos de culpa entre os manifestantes. O significado real das manifestações que muitos questionam. Ele percebeu que durante as manifestações, muitas dúvidas e discussões eram geradas e daí sentiu a necessidade de expressar essas idéias e sentimentos em um jogo (ou ao menos tentar). A idéia é experimentar os dois lados da moeda sem que haja um vitorioso de fato. No fim das contas, todos ganham (ou deveriam ganhar).

A coincidência com os conflitos no Brasil não poderia ser maior. O jogo surgiu a partir da vivencia pessoal dos produtores em conflitos reais na Itália, Grécia e Egito, mas como vocês podem ver nas imagens abaixo e no vídeo principalmente, a essência dos conflitos é exatamente A MESMA em qualquer lugar do mundo. Os grupos de manifestantes estão claros e divididos. Há os que protestam pacificamente, alguns inclusive junto com policiais, e os que tocam o foda-se literalmente. Chutando vitrines de lojas e afins (o vídeo não exibe saques, mas não duvido que eles existam lá fora – apesar de que no nosso caso, está claro que a “bandidagem” está infiltrada).

O jogo foi exibido no IndieGoGo a fim de obter recursos para o seu financiamento e felizmente alcançou seu objetivo que era de US$15.000 (ele arrecadou US$36.139)… e o motivo pela solicitação de recursos é, no mínimo, justa (qualquer semelhança com o Brasil, não é mera coincidência):

“Vivendo em um país que se afoga em dívidas e corrupção faz com que seja praticamente impossível o time da Riot conseguir um financiamento para o jogo, daí pedirmos a sua colaboração. Precisamos da sua ajuda para espalhar nossa voz por meio dos videogames.”

Ele chegou a estar no Steam Greenlight (uma prévia para o Steam… se a comunidade achar interessante o jogo vai para o canal mais “famosão”) e também felizmente foi aprovado pela comunidade e em breve estará disponível no Steam para deleite de todos! ;)

Confira o trailer-teaser do jogo e algumas fotos:

 

Riot Game

Riot Game

Riot Game

Riot Game

Riot Game

Riot Game

Riot Game

Riot Game

 

Quem poderá jogar?

O jogo estará disponível para PC, Mac, iOS, Android e OUYA. Não consegui achar detalhes sobre a mecânica, mas pelas imagens aparentemente é um “point and click“. Para quem não sabe, são aqueles tipos de jogos em que você seleciona uma ação ou objeto e clica/toca para que ocorra a movimentação.

 

Mais informações

A trilha sonora do trailer do Riot Game foi composta pelo compositor Simon Michel, especialista em trilhas sonoras que ficam em background durante uma ação ou determinada cena em filmes e séries. A descrição de sua atividade em seu site é mais pomposa: “Film Score Composer”. E se quiser conhecer mais o seu trabalho (vale a pena) veja algumas amostras de seu trabalho aqui.

Vale a pena também, curtir a página do Riot Game no Facebook.

O game não foi lançado ainda, mas já está em pré-venda disponível no site oficial via Humble Store com pagamento via Paypal, Amazon ou Google Wallet.

 

Games que se destacam pelo conteúdo gerado por você!

Você é daqueles que compram o game, joga, termina e vende? Não se preocupe, pois você não é único no mundo. Mas saiba que se a tendência atual dos games continuar a crescer, em breve você poderá ser o único (ou um dos únicos) a continuar com essa prática. Pra começo de conversa, você é o típico usuário que as produtoras querem manter longe de seus produtos. A maioria já aprendeu que conteúdo extra rende tanto quanto a venda do jogo em si, logo, se você é um usuário que não comprará o conteúdo extra do jogo, repassado-o assim que terminá-lo, não trará lucros extras e ainda por cima fará com que a produtora deixe de ganhar um troco com a venda de um jogo novo para o usuário que você vendeu o seu usado… Por outro lado, o usuário que comprou seu game usado, pode se interessar em adquirir novos conteúdos. Dessa forma, a produtora continua lucrando com conteúdo extra… é… talvez não seja má idéia mantê-lo como consumidor. ;)

Ok, todos lucram com o conteúdo extra nos games, mas a idéia deste artigo não é falar sobre conteúdo pago, mas sim o conteúdo gratuito e gerado por você, usuário que se interessa por expandir seu jogo com novas funcionalidades, recursos e/ou fases extras, seja para ganhar novos troféus ou simplesmente ter o sonho de construir um game (tirando as devidas proporções) realizado. Estou falando do UGC, ou User Generated Content, ou em uma tradução livre, Conteúdo Gerado pelo Usuário.

OBS: Vale lembrar que o termo não é exclusivo aos games, mas sim para qualquer tipo de conteúdo gerado pelo usuário.

É impressionante a quantidade de pessoas que participam na criação de conteúdo próprio para seus games favoritos, no último dia 25/07/2011 em um artigo no Playstation blog, Collin Moore, gerente de comunidades da Sucker Punch (produtora de Infamous e Infamous 2), informou que foi disponibilizado o primeiro pack UGC para Infamous 2 na PSN e o que é melhor, totalmente gratuito. No artigo ele informa também que não deve demorar para ser disponibilizado novos packs com diversos conteúdos extras para exercitar a criatividade dos usuários. No vídeo abaixo, criado pela Sony, podemos ver que até o momento (menos de 2 meses após o lançamento de Infamous 2 que foi em 07/06), já foi gerado mais de 50.000 missões extras criadas exclusivamente pelos usuários, sendo que essas missões já foram jogadas mais de 4.500.000 (4 milhões e quinhentos mil) vezes em um total de 300.000 horas de jogatina…

Além disso, em uma entrevista para o IGN, Collin afirma que a cada segundo duas missões UGC são jogadas pelos usuários e que a cada minuto uma nova missão é adicionada por algum usuário pelo globo… números impressionantes.

E quando citamos jogos com participação ativa da comunidade no que diz respeito a criação de conteúdo próprio, não dá pra esquecer de Little Big Planet. De longe o que melhor soube aproveitar o formato e que possui as melhores (mais intuitivas) ferramentas de edição de conteúdo.

A Media Molecule não apenas soube criar um jogo com participação ativa do usuário em seu desenvolvimento, como também expandiu muito bem a discussão entre eles através de fóruns e comunidades como o Little Big Workshop. Não à toa, no momento do print abaixo, eram exatos 4.985.770 (4 milhões, novecentos e oitenta e cinco mil!!) mundos criados pelos usuários para outros usuários jogarem no LBP.


Curioso para saber quantos já foram criados após o print acima? Acesse a comunidade do LBP.

Mas o que será que motiva tantos usuários a criarem seus próprios mundos? Alguns são motivados pela fama e possibilidade de ser reconhecido como “o cara” em sua comunidade de jogos, outros por pura diversão e passatempo, alguns gostariam de desenvolver games e fazem uso do recurso para estimular idéias. As produtoras sabendo disso, disponibilizam diversas ferramentas para o usuário, mas independente dos recursos liberados, nada vai superar, de fato, a criatividade do próprio usuário, afinal qual desenvolvedor da Media Molecule poderia imaginar que utilizando as ferramentas fornecidas um usuário criaria um mundo semelhante ao Super Mario da Nintendo dentro de um jogo exclusivo da plataforma Sony? :)

 

E aí, se animou a criar o seu próprio conteúdo? Comece por estes tutoriais em vídeo para Infamous 2 ou encontre o conteúdo de seu interesse nesse mundão online…

Em tempo, a criação de conteúdo pelo próprio usuário não é novidade no mundo dos games, mas é cada vez mais comum e difundido principalmente por possibilitar a criação de mundos em 3 dimenões completos a partir de ferramentas simples e eficientes. No que diz respeito a games, o céu não chega nem perto do limite… ;)

 

Social Media Week

A partir de amanhã, mais precisamente entre 07 e 11 de Fevereiro acontece a Social Media Week em São Paulo… e também em Nova York, São Francisco, Roma, Paris, Toronto, Londres, Hong Kong e Istambul.Social Media WeekTrata-se de um dos maiores eventos de mídias sociais do mundo, ocorrendo simultaneamente nas capitais citadas acima. Em São Paulo o evento acontecerá no Centro de Convenções da FAAP.

A proposta do evento é apresentar assuntos relacionados as mídias sociais de uma forma que promova a discussão entre os presentes ainda durante as apresentações (que nunca ocorrerão com apenas uma pessoa no palco). Entre as apresentações, destaquei algumas que prometem ser bem interessantes:

  • O Social nas Mídias Sociais
    O papel social nas mídias sociais…
  • Gestão de Marcas em Tempos de Mídias Sociais
    Como alguns do principais executivos de comunicação do mercado encaram as mídias sociais…
  • Mídias Sociais Somos Nós, Pessoas
    Sistemas e serviços online não seriam nada sem nós mesmos…
  • Don’t feed the Trolls (or Do It)OBS: Essa eu não perco por nada!
    Eu já trollei e fui trollado… tenho certeza que você também… essa será boa, principalmente pelos participantes…
  • Social Games – Quem está jogando este jogo?
    Farm Ville, Mafia Wars, Car Town e afins…
  • Canal Direto: Empresa x Consumidores
    João Ciaro (Dir. de Marketing da Fiat) sendo sabatinado por 3 consumidores…
  • Voz e visão do presidente
    Mídias sociais ssendo observadas por quem está no topo da hierarquia empresarial. Fábio Barbosa, presidente do Conselho do Santander.
  • Mídias Sociais Como Negócio
    Investimentos em mídias sociais

Tem muito mais… é uma semana inteira de evento. Confira toda a programação, agenda e palestrantes aqui (página excluída).

Apesar do evento ser gratuito (na verdade por esse motivo) as inscrições já se encerraram. Mas será possível acompanhar o Livre Stream do evento que será disponibilizado a todos que não conseguiram convites.

Além disso, como não poderia faltar, acompanhe também no twitter através da hashtag #smwsp (liguem seus filtros, pois os spammers prometem agir fortemente dessa vez… ;) )

Já tomou seu “Rickrolling” de hoje?

Se ainda não tomou o seu, saiba que nesse exato alguém em alguma parte do mundo está tomando um RickRoll.

Rick Rolled

Pra você que não tem a mínima idéia do que estou falando, ser “rickrolleado” nada mais é do que cair em uma pegadinha. Você recebe um e-mail ou lê um twitter com a seguinte frase: “Confira as fotos do 28º ensaio sensual da Sheila Carvalho na Playboy” e vai correndo pra ver se tem alguma pose nova nesse 28º ensaio… eis que no lugar das fotos, surge o “famoso” * clipe de Rick Astley com a música Never Gonna Give You Up.

* Ninguém me tira da cabeça que o clipe ficou famoso por causa dessa história… ;)

Tá, mas qual é a graça?

Como assim, cara-pálida??? Essa é a graça! ;) Na verdade a graça está em um assunto praticamente banal, se tornar um dos maiores memes da história da internet. E não tem jeito… mesmo que você conheça a história e se ache esperto o suficiente pra não cair nessa… você cai.

Mas se a história é velha por que está falando disso de novo?

Primeiro porque apesar de você conhecer, muita gente que está lendo esse blog agora não tem a mínima idéia dessa história e segundo e principal motivo, é que o Online MBA publicou a um tempinho atrás um puta infográfico bacana contando a história completa desse meme.

Veja o infográfico abaixo, se gostou do assunto e quiser conhecer outros memes famosos, dê uma passada no Ah Duvido! e veja uma lista com 100 memes famosos. Com toda certeza você conhecerá alguns…

The History of RickRolling

Fonte: OnlineMBA.com

Quer reclamar? Seja inteligente e esqueça o SAC…

Quem acompanha os Trending Topics do Twitter viu que esse final de semana entrou para a história com o caso Brastemp. Mais um capítulo da saga Consumidor X Marca que não precisava chegar ao ponto em que chegou, mas que por N razões fez com que a Brastemp caísse na boca popular de uma maneira que com certeza não gostaria que tivesse acontecido. Assista ao vídeo abaixo publicado pelo sr. Oswaldo Borelli em 20-01-2011 no Youtube e entenda o caso.

 

E tudo começou com um “simples vazamento de gás”… Percebam que por um simples vazamento de gás, toda a reputação que uma marca possui perante o consumidor pode ser “jogada fora”. Na onda do protesto, muitos outros consumidores que tiveram ou tem problemas semelhantes aproveitam o fato para relatar seus aborrecimentos também com a marca (basta ler comentários no twitter ou no próprio Youtube).

Segundo o sr. Borelli, em entrevista gravada para o FutureCast, o caso chegou a ponto de ter um dos diretores da Brastemp entrando em contato com ele se desculpando pelo ocorrido e se comprometendo a melhorar os processos de atendimento ao consumidor. No fim da tarde de sábado, a Brastemp também emitiu um comunicado oficial sobre o assunto.

Casos em que a diretoria deixa de ser mera espectadora e parte para a resolução do caso não é exclusividade da Brastemp. Um pouco mais abaixo, eu cito um dos meus casos de reclamação onde tive que recorrer ao presidente da Vivo para resolver um problema aparentemente simples e para quem está a um bom tempo na internet, é impossível não lembrar do caso do jornalista Maritonio Barreto e o seu site em protesto contra a Fiat.

Maritonio > Fiat > Palhaço

O caso do Maritonio X Fiat talvez seja um dos pioneiros na internet brasileira (ao menos não lembro de outro caso com tanta repercussão em uma época sem twitter, youtube e afins…). Nessa época tudo era diferente, menos os problemas. O caso do sr. Maritonio repercurtiu tanto que a montadora Fiat chegou ao ponto de conseguir liminares na justiça obrigando o consumidor a retirar o site do ar. Ele conseguiu colocar novamente através de um domínio .com e para a sua surpresa a Fiat conseguiu nova liminar para a retirada também desse site no ar. Diretores da montadora entraram em contato com ele e chegaram a elaborar um acordo, mas obrigavam o sr. Maritonio a não dar qualquer declaração a imprensa sobre o caso.

Não preciso dizer que todos esses acontecimentos apenas fizeram com que o site do sr. Maritonio fosse cada vez mais conhecido. Eu tento imaginar como seria a repercussão desse caso se na época existissem todas as redes sociais que temos hoje em dia. Entenda todo o processo e leia detalhadamente a cronologia dos fatos que envolveram o caso do sr. Maritonio com a Fiat.

Vivo: O caso em que (quase) fui atendido pelo presidente

Na verdade quem me atendeu (aliás, quem me ligou) foi uma assistente do presidente da Vivo, Roberto Lima (@robertoodelima), mas considero que o próprio resolveu o meu caso… ;)

Sexta-feira, 26-09-2008, era o dia marcado para o lançamento oficial do iPhone 3G em terras nacionais, a expectativa gerada era absurdamente alta e eu era um dos consumidores que aguardavam pacientemente o lançamento oficial no Brasil (poderia ter importado antes, mas fazia questão de ter o produto legalizado, com garantia nacional e afins…). Consegui comprar o meu apenas no domingo seguinte ao lançamento, mais exatamente no dia 29/08/2008 na loja Vivo do então recém-inaugurado shopping Bourbon Pompéia.

Tudo estava perfeito até as 6 da manhã do dia 01-10-2008 quando fui acordado com um torpedo da operadora (jamais vou esquecer desse torpedo, ainda mais com o sonho que estava tendo na ocasião). O SMS informava que a minha utilização já estava cerca de 60% acima do limite de uso, ou seja em apenas 3 dias de uso estourei a cota de dados e ainda ultrapassei 60% do limite. Claro que liguei para a operadora tentando entender o caso, mas como entender se nem os atendentes estavam preparados para entender esse caso e muito menos entendiam como se dava o uso de dados, uma vez que tudo era novidade, os planos para iPhone foram criados exclusivamente para o aparelho, não houve tempo de “decorar o script” de atendimento… Enfim, fiquei sem a resposta e sem o aparelho que deixou de funcionar no dia seguinte por ter atingido 100% de uso além de meu limite de dados.

Segui todos os procedimentos padrões, na seguinte ordem, reclamações na Vivo (com diversos protocolos de atendimento anotados), reclamação na Anatel (que realmente funciona, diga-se de passagem), reclamação no www.reclameaqui.com.br (que por incrível que pareça ainda está sem resposta, mesmo com o caso resolvido…), relato para o Advogado de Defesa do Estadão/JT (que entrou em contato comigo, mas o caso já havia se resolvido) e por fim, preparei um release para divulgação em blogs amigos e que eram referências em assuntos relacionado a Apple (MacMagazine foi um deles, mas o caso também foi solucionado antes da publicação).

Mas como o presidente da Vivo, Roberto Lima, ficou sabendo da história? Pra isso, contei com o apoio de meu ex-chefe que como jornalista, possuia uma série de contatos e um breve histórico de problemas com a Vivo também, eis que ele me fornece o e-mail do presidente e disse que o máximo que poderia acontecer era eu ser ignorado, mas que não custava tentar.

Bom… eu tentei e enviei um e-mail relatando todo o caso (educado como deveria ser, primeiro por estar falando com o presidente da empresa e segundo por que nem ele e nem os atendentes tem culpa do ocorrido. Haviam culpados, mas não eram as pessoas que me atendiam para a solução do caso.). O e-mail foi enviado na sexta-feira, 03-10-2008 aproximadamente as 12h, mas fiquei surpreso mesmo com a agilidade do atendimento. Aproximadamente as 18h da mesma sexta-feira recebi uma ligação (infelizmente não me recordo o nome) de uma assistente do presidente, informando que meu aparelho já havia sido desbloqueado para o uso, me pedindo desculpas pelo ocorrido e pedindo para eu testar o funcionamento do aparelho e que em 5 minutos ela retornaria a ligação para confirmar se o mesmo estava funcionando novamente.

Ela desligou, eu testei e realmente o aparelho estava funcionando. Fiquei feliz e surpreso. Passaram-se 5 minutos (contados) e ela liga novamente perguntando se estava tudo ok com o aparelho, pedindo novas desculpas e me informando que devido aos problemas ocorridos eu deveria receber uma fatura com uma valor acima de R$400 (de fato, recebi essa fatura, pois sua geração era automatizada pelo sistema), mas que era pra desconsiderar a mesma e que em seguida eu receberia uma nova fatura já com o valor correto do período. Tudo aconteceu conforme ela informou e no mês seguinte ela retornou a ligação, agradecendo a compreensão e informando que daquele momento em diante minhas cobranças estariam corretas e não teria mais problemas com a operadora. Coincidência ou não, o fato é que continuo na Vivo até hoje e ao comprar o meu iPhone 4 em 2010, na mesma loja do shopping Bourbon Pompéia, também no lançamento do aparelho, fui atendido exatamente pelo mesmo rapaz que havia me vendido o iPhone 3G em 2008, mas dessa vez, a fatura veio de forma correta… ;)

OBS: Devo confessar que tenho algumas teorias para que o meu caso fosse resolvido (direcionado) pelo próprio presidente. Entre elas o fato do iPhone 3G estar presente em quase todas as mídias da época e por consequência trazer uma enorme visibilidade para o caso e também a forma como conduzi o assunto, sem atropelar processos e com a calma necessária que o assunto exigia.

O Submarino não me queria mais como cliente

Esse aqui foi um pouco mais recente, ocorreu em Julho de 2009 e o caso não era tão grave como o da Vivo, mas demonstra o quanto as empresas estão despreparadas para lidar com seu CRM e oferecer sempre o melhor aos seus clientes analisando o seu perfil e entendendo melhor suas necessidades.

Sou cliente assíduo do Submarino desde 2002 e possuo um ticket médio de compras por mês no valor de R$140 desde essa época. Apesar de conhecer muitas pessoas que compram bem mais do que eu, me considero um bom cliente e fiel a marca. Mas em 2009 percebi que nada disso importava para o Submarino (e boa parte das empresas também).

Para resumir a história, recebi uma newsletter do Submarino com uma promoção bem vantajosa. Eles haviam acabado de fechar uma parceria com a Mastercard e o cartão deles passaria a ter essa bandeira e não mais o Aura que era usado até então. Como medida promocional, eles enviaram uma newsletter com a opção de aquisição do cartão com anuidade grátis para sempre, caso o mesmo fosse solicitado até o dia 17-07-2009. Não pensei duas vezes, afinal quem compra no Submarino sabe que eles sempre fazem promoções bem bacanas aos donos de seus cartões. O fato é que 4 dias após a solicitação, eles retornaram um e-mail informando que não poderiam fornecer o mesmo devido as políticas de crédito adotadas por eles.

Eu não ligaria caso o motivo fosse justo, pois eu poderia ter o nome sujo ou mesmo estar com problemas com alguma outra admininstradora de cartões, mas nada disso estava acontecendo e pior, eles me enviaram um e-mail contendo um texto padrão de desculpas por não poderem emitir o cartão, incluindo a seguinte frase: “(…)embora não exista qualquer fato desabonador.”. E foi justamente essa frase que me deixou com a pulga atrás da orelha, fazendo com que eu entrasse em contato com o SAC para entender melhor o motivo. Foi pior, pois no SAC informaram que realmente o cartão foi recusado, mas eles não poderiam informar o motivo, pois o mesmo era sigiloso para a empresa. Muitos consumidores parariam por aí e simplesmente deixariam de comprar na loja, mas eu fui além…

O Submarino não me queria como cliente... mas mudou de idéia.

Comprei o domínio www.osubmarinonaomequercomocliente.com (hoje, já desativado), montei um site-denúncia explicando todo o caso ocorrido e com informações detalhadas (o site está desativado, mas pode ser visto com todos os seus detalhes, aqui.), fiz uma nova reclamação no www.reclameaqui.com.br (dessa vez, houve resposta após a solução do caso) e comecei a divulgar para meus contatos.

O site foi ao ar em 21/07/2009 as 23h, até as 10h da manhã do dia seguinte ele teve cerca de 200 visitas e cerca de 30 retuítes. Parece pouco, mas com esse pouco, um representante do Submarino me ligou no dia seguinte (menos de 12h após o lançamento do site), pedindo desculpas pelo fato, informando que iriam rever os processos de atendimento (perceberam alguma semelhança com o caso do sr. Borelli? ;) ) e que se eu ainda quisesse o cartão o mesmo poderia ser emitido sem maiores problemas e com o limite que eu escolhesse (essa foi a parte mais engraçada… eu escolhi o meu limite, não foram eles que me impuseram o mesmo…).

Enfim… problema resolvido, site fora do ar, cliente contente e empresa “satisfeita” (ao menos eu acho que eles ficaram satisfeitos).

Esse caso e o da Vivo são apenas dois exemplos ilustrativos de como podemos ir atrás de nossos direitos. Eu os conheço e vou atrás, alguns me acham chato, mas são esses mesmos que me pedem ajuda sempre que estão com algum problema em alguma empresa… Para reclamar, não tem essa de ser pobre ou rico, de valer ou não a pena, isso nada tem a ver com classe social, apenas com seus direitos e deveres da empresa. Não fique reclamando que a empresa não resolve o seu problema, você já se perguntou se está fazendo o suficiente para que seu problema seja resolvido?

Encerrando o assunto…

As empresas precisam entender que não bastam terem a melhor empresa terceirizada em atendimento para resolver os problemas de seus clientes, elas não podem usar isso como desculpa e transferir toda a culpa para essas terceiras. Elas tem sim que ficar atentas a casos como o do sr. Borelli que não foi resolvido em 3 meses, mas foi solucionado a “fórceps” em menos de 1 semana com o vídeo publicado. Situações como a desse caso ou a do Submarino que mencionei acima, apenas demonstram que as empresas realmente ainda estão despreparadas para ouvir o que o consumidor pensa a respeito delas.

Elas andam se preocupando muito com o próprio umbigo a fim de evitar todo e qualquer risco de imagem que possam ter, mas esquecem de ouvir e compreender seus consumidores. Não bastam campanhas de incentivo ao consumo ou reforço ao branding, para a maioria das vezes soluções de problemas como um “simples vazamento de gás” também costumam funcionar…

Pedro Cortier escreveu um excelente artigo onde introduz uma questão relacionada aos “prosumidores”, que nada mais são do que nossos consumidores atuais, pró-ativos e geradores de conteúdo (seja para o bem ou para o mal) e enquanto agências e empresas não perceberem definitivamente que a situação atual mudou, teremos casos como os do vídeo abaixo…

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