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Qwiki ou o quê esperar das buscas no futuro…

Quem assistiu Wall-E deve se lembrar da cena em que o capitão da nave quer saber mais informações sobre um planeta chamado “Terra” e ao perguntar para o computador de bordo, obtém a resposta através de um vídeo auto-explicativo com fotos referenciando cada comentário. É exatamente esse o exemplo demonstrado por Doug Imbruce, um dos criadores do Qwiki, em sua apresentação no último Techcrunch Disrupt, que a grosso modo, poderia ser definido como uma espécie de Oscar de Startups.

 

Tudo o que aparece no Qwiki não está armazenado em seus servidores, mas sim em fontes já presentes na web, como google, youtube, wikipedia, fotopedia e mais o que imaginar. Basicamente eles transformam as informações estáticas em conteúdo interativo e isso é feito automaticamente pelo sistema. Esse é o “gol” do Qwiki! Ter um algoritmo capaz de pesquisar o assunto procurado em diversas fontes, reunir esses dados, separar o que é mais relevante e montar um vídeo explicativo na hora (que é claro, pode ter referências diferentes ao assistir pela 2ª vez) e disponibilizar a informação ao usuário.

Mas o Qwiki só “fala” inglês? Daí complica…

Como estamos falando de uma ferramenta nova e ainda em estágio Alpha, é claro que ainda faltam uma série de recursos, mas respondendo a essa pergunta… não, ela não “fala” inglês. Na verdade ela usa e abusa de recursos para reconhecimento do texto e dessa forma, faz com que o sistema sintetize uma voz e leia a informação ao usuário ao mesmo tempo que sincroniza as palavras faladas com as imagens mostradas. Complicado? Sim. Mas nada impede que o recurso, seja adaptado a outras línguas.

Como exemplo, vale citar o excelente Voiceover patenteado pela Apple e existente em qualquer Mac, cuja sintetização de voz inclui até mesmo a simulação da respiração humana para facilitar o entendimento de textos longos e pausas (com vírgulas, etc). Ele é um recurso essencialmente criado para facilitar o acesso a deficientes visuais ao Mac OS. Esse sistema já está adaptado a diversas línguas com seus fonemas característicos e possibilita inclusive a escolha do tipo de voz (masculina, feminina, grossa, fina, etc).

Como é a interface?

Bem simples, como todos os buscadores deveriam ser. O exemplo abaixo representa o ambiente com o login efetuado, já que para ver sem estar logado, basta acessar o site do Qwiki. Há um campo para buscas, uma área para buscas em destaques ao centro e um campo para inclusão de e-mail para receber novidades e susgestões de busca (clique na imagem para ampliar).

Qwiki - Interface

Ao se iniciar uma busca no sistema, temos algo parecido com o Google Suggest, porém já com uma prévia do que pode aparecer no conteúdo:

Qwiki - Interface - Suggest

Já a tela de resultados, exibe em sua área principal, o vídeo informativo contendo todas as imagens que referenciam pontos citados no texto. Enquanto o vídeo começa o seu carregamento, algumas imagens ainda não foram carregados, ou seja, a busca pelas referências continua a acontecer enquanto o vídeo está em andamento. Ao se clicar nas imagens, a leitura do texto é pausada e obtemos mais informações sobre a imagem selecionada, incluindo a sua fonte. Fechando a imagem, a leitura do texto continua do ponto em que havia parado. Abaixo deste conteúdo principal, temos outros artigos relacionados com a busca principal. Ainda surgem artigos que pouco tem a ver coma busca principal, mas acredito ser um problema facilmente corrigido quando passarmos da fase Alpha do Qwiki.

Qwiki - Interface - Resultados da Busca

Além disso, há alguns botões acima da área principal com algumas funções bacanas. Para incluir conteúdo relacionado ao tema (um link para foto ou vídeo, por exemplo), clique no botão “Improve this Qwiki”. Já ao se clicar no botão “Contents”, temos uma série de detalhamentos sobre a busca efetuada, inclusive links relacionados para diversas informações não necessariamente apresentadas no vídeo, como na imagem abaixo.

Qwiki - Interface - Itens Relacionados

Enfim, a interface deve agradar a todos, mas ainda acho que deverá evoluir, conforme o Qwiki for recebendo os feedbacks dos usuários.

OBS: Citei acima que na tela inicial há um espaço em que podemos cadastrar nosso e-mail para recebermos sugestões de buscas ou informações. Vejam a susgestão BACANA EVER que o Qwiki me mandou ontem… ;)

Qwiki - Sugestão de busca por e-mail

Também há a expectativa por um App para o iPhone (ainda em desenvolvimento). Ter um despertador como o do vídeo abaixo, já não é um sonho futuro…

Será que vai vingar? E o google? Não vai comprar?

Não tenho dúvidas que o Google já está de olho no Qwiki, mas ainda não se manifestou (ao menos publicamente) sobre uma possível aquisição. Além disso, li essa semana no ReadWriteWeb que o Qwiki recebeu uma série de investimentos milionários e entre os principais investidores, está o brasileiro Eduardo Saverin. Ou seja, há interessados no negócio e tudo indica que a ferramenta não vem para apenas “fazer cócegas” nos grandes, mas sim para se tornar uma ótima forma de pesquisa para seus usuários e claro, arrecadar mais alguns milhões de outros investidores…

Ainda não troquei o google pelo Qwiki… na verdade acho que ninguém fará isso. Ele servirá mais para buscas específicas em determinados tópicos. E claro, uma excelente fonte de pesquisas acadêmicas. Impossível não dizer isso e relembrar meus tempos de Barsa e Enciclopédia Abril…

Mas quem sabe como será o futuro das buscas daqui pra frente? Eu, sinceramente, não arrisco palpite algum… ;)

PS: Assista uma compilação contendo todos os vídeos apresentados no último Techcrunch Disrupt e conheça todos os finalistas e vencedores em diversas categorias. Alguns dos serviços apresentados nós já conhecemos e se não conhecemos ainda, vamos ouvir falar bastante… ;)

Tenha mais informações no blog do Qwiki.

Wikipedia… 10 anos!

Wikipedia

Em 15 de Janeiro de 2001 nascia o que viria a se tornar uma das maiores referências atuais na web, sendo o 5º site mais acessado do mundo. Jimmy Wales e Larry Sanger criaram a Wikipedia a partir de um aperfeiçoamento da Nupedia (“falecida” em 2003).

Eu não me recordo exatamente quando acessei meu primeiro artigo na Wikipedia… só sei que a muitos anos ela serve como uma excelente base de pesquisa. Você não pode utilizá-la como a sua única fonte de pesquisa, mas pode e deve começar por ela. Muitos condenam alguns de seus artigos, pois os acham superficiais demais ou então “mentirosos” demais (o que não é verdade… experimente incluir um artigo sem relevância ou uma informação incorreta em um artigo já existente… em questão de minutos – as vezes, segundos – essas informações já não estarão online). O fato é que com cerca de 1 milhão de colaboradores/revisores (eu incluso), a Wikipedia se tornou sim uma fonte de peso na internet.

Vi diversos sites criando homenagens aos 10 anos da Wikipedia, inclusive a própria organizou eventos e festas em diversas partes do mundo. Jimmy Wales também não deixou de fazer o seu pronunciamento oficial ao evento. Mas sem dúvida alguma, o mais bacana que vi até agora foi a animação criada pelo estúdio Jess3 (que é especializado em mostrar números e fatos bacanas das empresas de uma forma lúdica e interativa), onde eles demonstram em uma excelente animação os mais de 17 milhões de artigos distribuídos em mais de 270 línguas pelo mundo na Wikipedia. Vale a pena ver o vídeo abaixo… com narração do próprio Jimmy Wales.

Update em 22-01-2011:

Caso o vídeo acima do Vimeo não abra, tente assistir no Youtube!

Mac App Store ou o que a Apple tem contra mídias?

Mac App Store - ©Apple Inc.

No último dia 06/01/2011, como previsto, a Apple lançou a nova Mac App Store. Para quem está acostumado com a iTunes Store, nenhuma novidade. Seu funcionamento é exatamente o mesmo, inclusive a forma como os softwares são apresentados e a busca pelos mesmos, além disso, você também não precisará criar um novo cadastro caso já possua o seu na iTunes Store, basta usar o mesmo login e senha para ter o acesso liberado.

Mas e aí, Manolo, o que eu ganho com isso? Pra quem usa Mac é uma puta mão na roda, pois agora você tem em um único lugar um índice com uma penca de softwares bacanas, incluindo aí vários que você (e eu) nem conhecia. Se algum deles te interessar, basta fazer a compra (exatamente como é feito com os apps pro iPhone), o valor é deduzido de seus créditos (caso utilize gifts cards) e o download se inicia. Prático e rápido. Com a Mac App Store instalada, há a vantagem de já saber quais softwares você possui sem ter de fazer nada, ela “automagicamente” identifica os que estão instalados em sua máquina e os mostra com a tag INSTALLED no lugar do valor do app.

Mac App Store - Apps Instalados

Bem bacana, mas como eu acesso? Basta fazer o update do Snow Leopard para a versão 10.6.6 e a loja já fica disponível para você no menu da maçã, conforme a imagem abaixo:

Mac App Store - Onde fica?

Mas nem tudo são flores. O Michel Lent levantou uma questão interessante em seu blog. Onde ficam os desenvolvedores independentes com isso tudo? Estaria a Apple criando uma forma de controlar o que entra e o que sai do desktop assim como já faz com o iPhone e iPod? Quem não quiser disponibilizar seu software na Mac App Store, não poderá mais desenvolver pra Mac?

Eu, sinceramente não creio nisso, pois o tio Jobs tem noção do que pode ou não ser um tiro no próprio pé e isso seria um dos grandes. Na verdade a idéia é outra, aproveitar o momento em que cada vez mais desenvolvedores passam a criar apps para iPhones e iPads e fazer com que esses tenham interesse também no desktop da maçã. Um banner disponível na página sobre a Mac App Store dá essa deixa também:

Mac App Store - Convocação aos desenvolvedores - ©Apple Inc.

Enfim, a loja está disponível em sua versão 1.0 e tem muito a crescer ainda. Mas sem dúvida alguma ela é um grande passo pra eliminação completa dos drives dos desktops da Apple. Minha aposta é que com esse lançamento, alguma das versões desktop da maçã sairá de fábrica sem drive ótico, cabendo ao usuário a opção ou não pela compra de um drive semelhante ao que já é vendido para o MacBook Air.

Se estou certo? Só nos resta aguarda até o próximo “One More Thing”.

Pra quê conversar na balada se você pode simplesmente exibir seu QR Code?

Lembra daquelas conversas em que você comentava com seu amigo que no futuro todos teriam um código de barras no pulso para um terceiro elemento “te escanear” e com isso saber sobre toda a sua vida? Pois bem, ainda não chegamos nesse nível, mas estamos caminhando a passos largos… bem largos, diga-se.

QR Code Designando

O designer português João Oliveira Simões, criou o site iD Shirt, como um projeto pessoal e o movimento se espalhou pelo mundo (uma rápida pesquisa pela tag “idshirt” no Flickr, mostra o quanto).

Ou seja, pra quê perguntar o nome da menina, seu msn, facebook ou qualquer outra coisa que te interesse se você pode simplesmente pegar seu celular, apontar a câmera e “zummm” obter todos os dados dela, acessar seu perfil em redes sociais na mesma hora, e claro, adicioná-la aos seus contatos, sem ao menos conhecê-la… ;)

Claro que o cenário ideal não é o do parágrafo acima, mas serve pra ilustrar uma das possíveis situações. A idéia é bacana e o projeto idem. Hoje em dia só veremos geeks usando tais camisetas (eu incluso, pois já pedi a minha), mas quem sabe como será no futuro? ;)

A camiseta sai por € 22,00 (para entrega em qualquer parte do mundo) e o pagamento pode ser via PayPal. Quer saber o que escrevi na minha? Use o seu leitor de QR Code no código abaixo:

QR Code Designando

Fonte: http://idshirt.net

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